terça, 9 de junho de 2026

Pesca do peixe pintado volta a ser proibida para evitar risco de extinção na bacia do Rio Paraná

A pesca do pintado, uma das espécies de água doce mais cobiçadas e valorizadas por pescadores, está novamente vetada em todo o território nacional. A decisão partiu do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, acendendo um alerta para a preservação do animal, que é nativo da bacia do Rio Paraná e muito popular em rios da região, como o Rio Grande.

De acordo com o capitão da Polícia Ambiental, Deivid Gabriel de Melo, o retorno da proibição foi necessário após estudos apontarem uma redução preocupante na quantidade desse peixe na natureza, o que eleva o risco de desaparecimento definitivo da espécie. O oficial esclareceu que o sumiço gradual do pintado das águas está diretamente ligado à pesca predatória e sem controle. Por conta disso, a recomendação explícita das autoridades é que tanto os pescadores amadores quanto os profissionais sigam à risca a nova norma. Caso o peixe seja fisgado por acidente durante a pescaria de outras espécies, o cidadão deve devolvê-lo imediatamente ao rio, garantindo que ele retorne à água ainda vivo.

A medida impõe regras rígidas e proíbe não apenas o ato de pescar, mas também o transporte, o armazenamento, o comércio e qualquer tipo de processamento do pintado que tenha sido retirado de seu ambiente natural. A única exceção garantida por lei vale para os peixes criados em cativeiro, ou seja, aqueles vindos de estabelecimentos de aquicultura que possuem licença regularizada junto aos órgãos ambientais.

Para garantir o cumprimento da lei, a Polícia Ambiental já aumentou o número de equipes e a intensidade da fiscalização nos principais pontos de pesca profissional e esportiva da região. Quem for flagrado desrespeitando as regras poderá receber multas pesadas, além de responder criminalmente por crime ambiental. O capitão lembrou que a história da proibição do pintado é antiga: a pesca já havia sido vetada no passado, acabou sendo liberada após uma flexibilização na lei e, agora, volta a ser proibida devido à situação de perigo em que a espécie se encontra. O cenário continuará sendo monitorado, e as autoridades planejam fazer uma nova avaliação sobre a recuperação e a proteção do peixe nos próximos meses.

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