quarta, 22 de julho de 2026

Perigo no céu: forças de segurança alertam que soltar balões é crime e pode causar incêndios devastadores no inverno

Com a chegada do período de estiagem, que se estende de junho a outubro, as forças de segurança pública reforçam o alerta para um perigo que ganha força no céu: a soltura de balões. Essa prática, que é proibida por lei, representa uma grave ameaça ao meio ambiente, à fiação elétrica, a imóveis e até mesmo à aviação. Durante os meses mais frios e secos do ano, a falta de chuvas e a vegetação rasteira desidratada criam o cenário perfeito para que qualquer faísca se transforme rapidamente em um incêndio de proporções incontroláveis.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, a atuação das equipes vai muito além de apenas flagrar o momento em que os artefatos são lançados. A corporação trabalha para sufocar toda a engrenagem por trás dessa atividade criminosa, combatendo desde os locais de fabricação e depósito até o transporte e a venda dos materiais. O porta-voz da Polícia Ambiental, tenente Aurélio Teixeira, explica que o perigo dos balões é imprevisível porque, uma vez no ar, eles ficam totalmente à mercê do vento, sem qualquer controle de rota, altitude ou do local exato onde vão cair, podendo atingir fiações elétricas, casas, empresas ou áreas de preservação ambiental.

Além do risco iminente de queimadas na vegetação seca, que se espalham em ritmo acelerado por causa do vento e dificultam bastante o combate por parte dos bombeiros, os balões oferecem um risco severo para o tráfego aéreo. Aviões e helicópteros que voam em altitudes mais baixas correm o risco de colidir com esses objetos, o que poderia provocar acidentes catastróficos. Diante disso, a legislação brasileira é rígida: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é considerado crime ambiental, passível de punição com pena de um a três anos de prisão, além de aplicação de multas pesadas.

O Corpo de Bombeiros também aproveita o período de férias escolares para pedir a colaboração e a conscientização de pais e jovens. A capitão Karoline Burunsizian destaca que, além de ficar longe dos balões, é preciso atenção redobrada com outras atividades comuns da época, como empinar pipas perto de redes elétricas. As autoridades de segurança reforçam que a população tem papel fundamental na prevenção de tragédias e pedem que qualquer suspeita de fabricação, estoque ou soltura de balões seja denunciada imediatamente pelos telefones 190, da Polícia Militar, ou 193, do Corpo de Bombeiros.

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