quarta, 10 de junho de 2026

Pastora relata denúncias de crimes sexuais após pregação contra abusos

A pastora Helena Raquel revelou nesta quinta-feira que sua mensagem durante o Congresso Gideões Missionários da Última Hora, em Santa Catarina, já começou a gerar resultados práticos e encorajar vítimas a buscarem ajuda. Segundo a pregadora, pessoas que assistiram à sua ministração decidiram romper o silêncio e denunciar casos de violência e abuso às autoridades. O posicionamento da religiosa ganhou força após um vídeo de sua pregação, realizada no último sábado, viralizar na internet, alcançando mais de 6 milhões de visualizações ao abordar de forma direta a necessidade de denunciar agressores domésticos.

Durante o evento, Helena Raquel fez um apelo para que mulheres em situação de risco procurem a polícia, enfatizando que não se deve proteger criminosos sob o pretexto de religiosidade. Em entrevista, ela afirmou que recebeu relatos confirmando que “Deus está fazendo uma revolução” e encorajou as vítimas a não temerem as consequências de exporem a verdade. A pastora ressaltou que crimes graves, como estupro, pedofilia e envolvimento com pornografia infantil, são questões de justiça e não devem ser abafados por instituições religiosas ou pressões familiares.

Um dos pontos centrais da fala de Helena foi a desconstrução da culpa que muitas vítimas carregam. Ela argumentou que a responsabilidade pelo que acontece com o agressor após a denúncia — seja a perda da família ou a prisão — é exclusivamente do autor do crime. A pastora destacou que, se um abusador acaba preso ou enfrenta o isolamento, isso é resultado de suas próprias escolhas e delitos, e não um erro de quem teve a coragem de denunciar.

Helena também tocou em um tema delicado ao mencionar casos extremos em que abusadores, após serem descobertos em esquemas de pornografia infantil ou abusos sexuais, acabam tirando a própria vida. Ela criticou a postura de quem tenta culpar a vítima por esses desfechos trágicos. Para a pregadora, o peso emocional e as consequências negativas que recaem sobre o criminoso são frutos diretos de suas condutas ilegais, e a igreja deve ser um ambiente de acolhimento e justiça, e não um esconderijo para quem comete crimes.

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