quarta, 10 de junho de 2026

Passageiro morde comissário de bordo e é banido para sempre de companhia aérea

Um passageiro neozelandês foi preso no Taiti e recebeu uma punição severa após causar um grande tumulto em um voo internacional: ele foi banido pelo resto da vida dos aviões da companhia aérea australiana Qantas. A empresa confirmou a punição nesta segunda-feira, detalhando que o homem é acusado de agredir e morder um dos comissários de bordo durante a viagem.

O incidente aconteceu na última sexta-feira, dentro do voo QF21, que havia decolado de Melbourne, na Austrália, com destino a Dallas, nos Estados Unidos. Cerca de sete horas após o início da viagem, o comandante da aeronave precisou mudar a rota original e fazer um pouso de emergência em Papeete, capital da Polinésia Francesa, no Taiti. A decisão foi tomada por conta do comportamento extremamente violento do passageiro, que precisou ser imobilizado pelos comissários com a ajuda de outras pessoas que viajavam na aeronave.

Em nota oficial, a Qantas reforçou que a segurança e o bem-estar de seus clientes e funcionários são prioridades absolutas. Por isso, além do banimento da empresa principal, o homem também foi proibido de comprar passagens na Jetstar, a subsidiária de baixo custo do grupo. Assim que o avião pousou no Taiti, a polícia local já aguardava na pista para prender o homem, que não teve o nome divulgado. O avião precisou passar algumas horas em solo francês antes de receber autorização para seguir viagem rumo aos Estados Unidos.

O clima tenso dentro da aeronave foi registrado e compartilhado na internet pelo comediante australiano Mike Goldstein, que estava no voo. As imagens mostram o homem discutindo de forma agressiva com os tripulantes, xingando os funcionários que tentavam levá-lo para os assentos do fundo. No vídeo, o passageiro aparece cambaleando, com fala arrastada, e chega a dizer que queria descer do avião para fumar um cigarro. O governo da Nova Zelândia confirmou que foi informado sobre a prisão de um de seus cidadãos no Taiti, mas evitou dar declarações profundas para proteger a privacidade do caso.

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