


O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve origem em um requerimento apresentado pelo partido Novo. A sigla partidária chegou a pleitear a prisão preventiva do delegado sob a alegação de que a medida seria indispensável para resguardar as apurações relativas ao Banco Master, porém a solicitação de detenção foi negada pelo relator, que optou apenas pelo afastamento temporário de Rodrigues e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Para fundamentar o pedido, o partido citou supostas mensagens trocadas entre o ex-proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e interlocutores, sustentando a existência de proximidade indevida com altas autoridades do Judiciário e da cúpula da Polícia Federal. A legenda também acusou a direção da PF de atuar para obstar um eventual acordo de delação premiada do empresário. Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça classificou o cenário como gravíssimo, destacando indícios de que teria sido alvo de monitoramento ilegal pela corporação durante o mês de agosto.
Em resposta às decisões e às acusações, onze diretores da Polícia Federal divulgaram uma nota oficial conjunta manifestando solidariedade a Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Os delegados repudiaram as imputações de condutas não republicanas à cúpula da instituição, classificando as acusações como infundadas e prejudiciais à história do órgão. Ao término do comunicado, os dirigentes colocaram seus respectivos cargos à disposição do novo diretor-geral interino da corporação.











