sexta, 21 de agosto de 2026

Participação feminina cresce no mercado de trabalho formal no Brasil

As mulheres ganharam mais espaço no mercado de trabalho formal brasileiro nos últimos anos, reduzindo a distância histórica em relação aos homens. De acordo com dados da Rais Mensal referentes a junho e divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira, 13 de agosto, a população feminina ocupa atualmente 46,4% das vagas formais no país, o equivalente a mais de 29,1 milhões de vínculos ativos. Os homens representam 53,6% dos postos de trabalho, somando cerca de 33,7 milhões de trabalhadores entre os 62,8 milhões de empregos com carteira assinada e cargos públicos no Brasil.

A diferença entre os gêneros vem encolhendo gradativamente. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o país registrou a criação líquida de 10,1 milhões de postos formais de trabalho. Desse saldo positivo, a maior parte das vagas foi preenchida por mulheres, que ocuparam 5,8 milhões dos novos postos, enquanto os homens ficaram com 4,3 milhões. O movimento ampliou a presença feminina na força de trabalho nacional em comparação ao início de 2023, período em que a fatia dos trabalhadores do sexo masculino chegava a 55,7% das vagas registradas.

O levantamento do governo federal também revelou avanços no registro de diversidade racial e no nível de escolaridade da população ocupada. Do total de trabalhadores formais, 27,3 milhões se declaram pardos, 26,8 milhões brancos e 4,6 milhões pretos, além de 600 mil amarelos e 239 mil indígenas. O volume de cadastros sem a identificação de raça caiu de 17,2 milhões para 3,1 milhões após campanhas de conscientização junto às empresas. Em relação aos níveis de instrução e ganhos, mais da metade dos trabalhadores formais concluiu o ensino médio, 15,2 milhões possuem diploma de ensino superior ou pós-graduação e o rendimento médio nacional do trabalhador formal fixou-se em R$ 4.389,49, liderado pelo setor de serviços, que concentra 38,2 milhões das vagas do país.

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