quinta, 9 de abril de 2026

Parceria inédita entre pecuária de elite e paleontologia homenageia museu de Fernandópolis

Uma iniciativa curiosa e simbólica está unindo o mundo do agronegócio à história pré-histórica da região noroeste paulista. O pecuarista José Roberto Giosa, reconhecido pela excelência na criação de gado Nelore Mocho, decidiu homenagear o Museu de Paleontologia de Fernandópolis e seu curador, o professor Carlos Eduardo Maia de Oliveira, o “Cadu”, batizando um de seus futuros reprodutores com o nome de “Baurusuchus do Leblon”.

O nome é uma referência direta ao principal fóssil do acervo municipal: o Baurusuchus, um crocodilomorfo que habitou a região há cerca de 85 milhões de anos. O sufixo “Do Leblon” identifica a linhagem selecionada por Giosa em sua fazenda em Paranaíba (MS). A homenagem surgiu após uma visita do pecuarista ao museu em agosto de 2025, onde ficou impressionado com a riqueza dos fósseis locais. Além do nome, Giosa presenteou o professor Cadu com o próprio animal, gesto que o curador descreveu como um dos reconhecimentos mais emocionantes de sua trajetória.

O “Baurusuchus do Leblon” já nasce com um currículo de peso. Aos sete meses de idade, o garrote apresenta características físicas que impressionaram especialistas, como a veterinária e professora doutora Gabriela de Godoy Coco Arduino. Segundo ela, o animal possui ótima estrutura racial, com costelas compridas e garupa ampla, o que o projeta como um futuro campeão. A genética também favorece: o bezerro é “sobrinho” do famoso touro Ornado do Leblon, que conquistou o título de grande campeão nacional na ExpoZebu de 2015, em Uberaba (MG).

Existe agora um projeto para levar o jovem touro a exposições agropecuárias em Fernandópolis e Paranaíba. A ideia é exibir o animal ao lado de réplicas do fóssil que inspirou seu nome, unindo a divulgação da pecuária de elite com a educação sobre o patrimônio paleontológico da região. Para o professor Cadu, a homenagem valoriza o trabalho de todos os colaboradores e entusiastas que mantêm o museu ativo, transformando uma descoberta científica internacional em um motivo de orgulho e identidade para a comunidade local.

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