

Durante a celebração da oração do Regina Coeli neste domingo (26), o Papa Leão XIV dedicou parte de sua mensagem à memória das quatro décadas do desastre nuclear de Chernobyl. Falando da janela do Palácio Apostólico, o pontífice destacou que o trágico episódio, ocorrido na atual Ucrânia, permanece gravado na consciência coletiva como um alerta permanente sobre os perigos de tecnologias extremamente potentes. Para o líder da Igreja Católica, a data deve servir para que a humanidade reflita sobre a necessidade de agir com prudência e ética em relação aos avanços científicos.

Em seu pronunciamento, o Papa apelou diretamente aos líderes e tomadores de decisão em escala global, pedindo que o discernimento e a responsabilidade guiem qualquer uso da energia atômica. Ele enfatizou que o desenvolvimento tecnológico deve estar estritamente voltado para a promoção da paz e a preservação da vida, evitando que novos erros coloquem o futuro do planeta em risco. Além do apelo político e social, Leão XIV ofereceu preces às vítimas fatais da explosão do reator quatro e a todas as pessoas que, ainda hoje, enfrentam as consequências de saúde e ambientais deixadas pela radiação.
O pontífice também aproveitou a ocasião para ampliar sua crítica a outros problemas globais, como a exploração predatória de recursos naturais e os conflitos armados. Segundo ele, aqueles que alimentam guerras ou saqueiam as riquezas da Terra estão, na verdade, roubando das próximas gerações a chance de viver em um mundo sereno. Ao unir a lembrança de Chernobyl ao contexto atual, o Papa reforçou a urgência de uma convivência harmoniosa entre o progresso técnico e o cuidado com a humanidade, defendendo que a busca pelo bem comum deve ser a prioridade absoluta em todos os níveis de decisão.







