domingo, 10 de maio de 2026

Papa Leão XIV rebate críticas de Trump e reforça apelo pela paz mundial

Em um novo capítulo de tensão entre o Vaticano e a Casa Branca, o papa Leão XIV respondeu publicamente nesta terça-feira às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O pontífice afirmou que a missão fundamental da Igreja Católica é o anúncio do Evangelho e a promoção da paz, destacando que não se deixará abalar por ataques pessoais. Segundo o líder religioso, as críticas são aceitáveis desde que pautadas pela verdade, reforçando que seu papel é pregar o entendimento entre as nações, mesmo em contextos de hostilidade pública.

O embate ganhou força após Trump afirmar, em entrevista ao radialista Hugh Hewitt, que o papa estaria colocando a vida de milhões de católicos em risco. O presidente americano sugeriu que o pontífice teria relativizado o uso de armas nucleares pelo Irã, chegando a dizer que o líder religioso acharia “perfeitamente normal” que o país possuísse tal armamento. No entanto, não existem registros oficiais de que o papa tenha feito qualquer defesa ao programa nuclear iraniano; pelo contrário, suas manifestações sempre foram em direção à diplomacia e ao desarmamento.

Para esclarecer sua posição, o papa negou categoricamente qualquer apoio a armas de destruição em massa e reafirmou o posicionamento histórico da Igreja contra o arsenal nuclear mundial. Ele criticou duramente a indústria bélica, que movimenta bilhões de dólares anualmente, e defendeu que esses recursos deveriam ser redirecionados para o combate à fome e outras crises humanitárias. Para o pontífice, o diálogo à mesa é sempre uma saída superior ao investimento em armas, que servem apenas para agravar conflitos globais.

A relação entre os dois líderes tem sido marcada por trocas de farpas, com Trump já tendo chamado o papa de “fraco” em ocasiões anteriores. Enquanto o governo americano adota uma postura mais agressiva em relação ao Irã e aos investimentos militares, o Vaticano mantém sua linha de defesa por soluções pacíficas. O papa encerrou suas declarações enfatizando que prefere focar em questões humanas e sociais, mantendo a coerência com a doutrina católica de rejeição total à violência e ao uso da força nuclear como instrumento de poder.

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