

O clima de tensão global entre os Estados Unidos e o Irã ganhou um novo capítulo com o posicionamento contundente do Papa Leão XIV. Na noite desta terça-feira (7), o pontífice classificou como inaceitável a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a possibilidade de destruir a civilização iraniana. Durante uma entrevista coletiva, o líder da Igreja Católica afirmou que tais ameaças não apenas desrespeitam o direito internacional, mas ferem profundamente os princípios morais básicos. O Papa fez um apelo para que a comunidade internacional se mobilize e pressione seus líderes em favor da paz, destacando a necessidade urgente de proteger as vítimas de conflitos, especialmente as crianças.

A reação do Vaticano ocorreu após uma postagem de Trump em sua rede social, a Truth Social. No texto, o presidente dos Estados Unidos mencionou o fim do prazo imposto por Washington para um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, sugerindo que uma “civilização inteira” poderia desaparecer naquela noite. Apesar do tom ameaçador, Trump afirmou que esperava que uma mudança de regime no país asiático pudesse levar a resultados positivos, mas insistiu que décadas de corrupção e extorsão estariam chegando ao fim. A mensagem foi interpretada mundialmente como um ultimato militar de proporções catastróficas.
Em resposta às declarações da Casa Branca, o governo do Irã manteve a retórica de confronto por meio de seus porta-vozes militares. O brigadeiro Ibrahim Thul-Fiqari, representante da Guarda Revolucionária, afirmou que o país possui capacidade bélica para responder à altura, mencionando o poder de transformar cidades em pó e de provocar mudanças drásticas no planeta com suas defesas. O agravamento das ameaças verbais entre as duas potências tem colocado o mundo em alerta, motivando o pedido do Papa por uma resolução diplomática que evite uma tragédia humanitária.








