sexta, 13 de março de 2026

Pai é preso suspeito de manter filho em cárcere privado por dois anos

Uma operação conjunta entre as polícias civis de Goiás e São Paulo resultou, na última terça-feira (25), na prisão de um homem suspeito de sequestrar o próprio filho, de 9 anos. O menino estava desaparecido há quase dois anos, após ter sido retirado da guarda da mãe sem qualquer autorização judicial ou consentimento. Durante todo esse período, o pai impediu que a criança tivesse qualquer tipo de contato com a família materna, mantendo o paradeiro de ambos em sigilo absoluto até a intervenção das autoridades.

A investigação, que uniu esforços da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Goiás e da Divisão de Investigações Criminais de Araçatuba, localizou os dois em uma pousada situada em uma área isolada de Goiânia. De acordo com os relatos colhidos pelos policiais, a criança vivia uma rotina de privações, permanecendo a maior parte do tempo trancada com o pai dentro de um quarto do estabelecimento. Nesse intervalo de quase 24 meses, o menino também foi privado do direito à educação, já que não frequentou nenhuma instituição de ensino enquanto esteve sob o domínio do suspeito.

O homem foi detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e agora deve responder pelos crimes de sequestro e cárcere privado qualificado. A Polícia Civil informou que o isolamento imposto à criança visava dificultar as buscas e garantir que o pai mantivesse o controle total sobre a rotina do filho, afastando-o de seu convívio social e familiar prévio. A localização estratégica da pousada, em uma região erma, era parte da tática utilizada para evitar que vizinhos ou autoridades notassem a presença prolongada da dupla.

Apesar do longo período de isolamento, o menino foi encontrado em boas condições físicas de saúde. Após o resgate e o cumprimento das formalidades legais, a criança foi finalmente entregue à mãe, encerrando um ciclo de incertezas que durava desde 2024. As autoridades destacaram que a operação foi fundamental para garantir o cumprimento da ordem judicial de guarda e, principalmente, para devolver ao menor a segurança e o direito de conviver com seus familiares em um ambiente adequado ao seu desenvolvimento.

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