

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem de 24 anos, identificado como Lukas Pereira do Espírito Santo, suspeito de agredir até a morte a enteada Maya Costa Cypriano, de apenas 1 ano e 9 meses. O crime ocorreu na residência da família, em Vila Valqueire, na Zona Oeste, enquanto a mãe da criança, Emanuele Costa, estava fora de casa participando de uma entrevista de emprego. O caso, que inicialmente foi tratado como um mal-estar súbito da criança, revelou-se um episódio de violência doméstica após a análise de peritos do Instituto Médico Legal.

De acordo com o relato da mãe, ela deixou a filha sob os cuidados do companheiro durante a madrugada para tentar uma oportunidade de trabalho. No meio da manhã, Lukas entrou em contato afirmando que a bebê não estava bem, mas omitiu qualquer tipo de agressão. Ao retornar para casa, por volta do meio-dia, Emanuele encontrou a filha com o corpo gelado e em estado de semiconsciência, levando-a imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho. Infelizmente, a menina já chegou à unidade de saúde sem vida, apresentando sinais de parada cardiorrespiratória e marcas visíveis de violência, o que levou os médicos a acionarem a polícia.
Embora o casal tenha sido liberado após um depoimento inicial, o laudo da necropsia foi determinante para a reviravolta no caso ao apontar que a causa da morte foi uma lesão grave na região abdominal provocada por ação contundente. Com base nessas provas, a Delegacia de Homicídios da Capital solicitou a prisão de Lukas, que acabou confessando as agressões em um novo interrogatório. Segundo a mãe da vítima, o homem não demonstrou arrependimento pelo ato. Ele agora responde por feminicídio e permanece à disposição da Justiça em uma unidade prisional do estado.
O sepultamento de Maya ocorreu na tarde deste domingo (5), no Cemitério do Caju, sob forte clima de revolta e pedidos de justiça por parte de amigos e familiares. A comunidade local acompanhou a despedida comovida pela brutalidade do crime contra uma criança tão jovem. Enquanto o suspeito aguarda o desenrolar do processo judicial, a Polícia Civil mantém as investigações abertas para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e verificar se houve qualquer outra circunstância ou envolvimento que ainda não tenha sido identificado.








