

O Tribunal do Júri de São José do Rio Preto se reúne a partir das 13h30 desta quinta-feira (5) para julgar José Ediberto Timóteo da Silva, acusado de provocar o incêndio que resultou na morte de seu enteado, Hiago Fiuza Maia, de 26 anos. O julgamento ocorre após um adiamento em outubro do ano passado, quando a sessão foi interrompida porque o advogado de defesa abandonou o plenário alegando sentir-se coagido por uma pessoa na plateia. Agora, o réu responde perante a justiça por homicídio duplamente qualificado, com agravantes pelo uso de fogo e por ter impossibilitado qualquer chance de defesa da vítima.

O crime aconteceu em setembro de 2022, no bairro Jardim Maria Lúcia. Segundo a denúncia do Ministério Público, padrasto e enteado tinham um histórico de conflitos. No dia do ocorrido, José Ediberto teria ido a um posto de combustíveis comprar gasolina e, ao retornar para a residência onde a família vivia há duas décadas, agrediu o jovem com uma ferramenta na cabeça enquanto ele dormia. Com a vítima desmaiada, o homem espalhou o combustível e incendiou o quarto. Antes de fugir de bicicleta, ele chegou a confessar o ato para um vizinho. O corpo de Hiago foi encontrado carbonizado pelas equipes de socorro que combateram as chamas.
Após o crime, o acusado permaneceu foragido por quase um ano, sendo localizado e preso apenas em setembro de 2023, na cidade de Cruz, no Ceará. Em depoimento oficial, ele admitiu a autoria do assassinato. O conselho de sentença, formado por cidadãos comuns, deverá analisar as provas apresentadas pela acusação e os argumentos da defesa para decidir o futuro do réu, que já possui antecedentes criminais. O caso gerou grande comoção na comunidade local pela brutalidade e pelo longo tempo de convivência entre o agressor e a vítima.









