

Famílias de pacientes que necessitam de atendimento médico especializado estão denunciando a precariedade e a demora para conseguir transferências no Pronto-Socorro de Valentim Gentil, no noroeste paulista. Diante da falta de vagas imediatas na Rede Estadual de Saúde, pessoas debilitadas aguardam em condições improvisadas, acomodadas em macas e cadeiras pelos corredores da unidade municipal.

Um dos casos que ilustram a gravidade da situação é o do pai de Susimar Rodrigues, um idoso de 70 anos que precisou esperar de domingo até a tarde desta quarta-feira por uma vaga na Santa Casa de Votuporanga, referência da região. Segundo a filha, o paciente teve um diagnóstico de pulmão gravemente comprometido após exames de raio-X na segunda-feira, sendo imediatamente inscrito no Sistema Cross — a plataforma estadual que gerencia a regulação de leitos. Susimar relatou que, além de seu pai, outros quatro idosos enfrentavam a mesma espera na unidade.
A denunciante também apontou falhas graves no suporte básico oferecido aos internados provisórios, afirmando que o posto de saúde de Valentim Gentil não fornece alimentação para quem aguarda a transferência e que seu pai ficou três dias sem conseguir tomar banho por falta de auxílio dos funcionários do local. Ela cobrou mais dignidade e respeito das autoridades com os pacientes em situação de vulnerabilidade.


Em resposta às acusações, a Prefeitura de Valentim Gentil informou que, ao contrário do relatado, fornece refeições aos pacientes assistidos e assegurou que trabalha ativamente para agilizar as remoções para os hospitais de referência. Já a Secretaria de Estado da Saúde explicou que o período entre março e julho é marcado por uma circulação intensa de vírus respiratórios, o que eleva substancialmente a busca por atendimento de urgência e emergência e causa uma sobrecarga natural nos leitos de hospitais públicos e UPAs de todo o estado.









