segunda, 13 de julho de 2026

Operação SP Sem Fogo: Polícia Ambiental intensifica combate a incêndios florestais no período de estiagem

O Governo do Estado de São Paulo deu início a um reforço especial nas ações de segurança e preservação ambiental para enfrentar o período mais seco do ano. Entre os meses de junho e outubro, época considerada a mais crítica para o surgimento de queimadas e incêndios florestais, a Polícia Militar Ambiental vai intensificar as suas atividades por meio da Operação São Paulo Sem Fogo. Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a iniciativa promove a união de diversas instituições públicas e privadas para proteger tanto as áreas rurais quanto as regiões urbanas do estado.

Durante a realização da operação, as equipes policiais trabalham na linha de frente com ações de fiscalização e prevenção. O planejamento garante o atendimento de todos os focos de queimadas detectados em território paulista pelo satélite Aqua, operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além de combater o fogo, os policiais aumentam o patrulhamento preventivo para coibir a soltura ilegal de balões, uma prática criminosa que gera graves riscos de acidentes nas cidades, destruição da fauna e flora, e incêndios de grandes proporções.

A estrutura de monitoramento conta com o suporte do Copom Ambiental, um centro tecnológico que recebe denúncias pelo telefone 190 e gerencia as ocorrências em tempo real. Essa integração permite que os chamados passem por uma triagem rápida para que as equipes dos cinco Batalhões de Polícia Ambiental sejam enviadas imediatamente ao local apontado. De acordo com o tenente Aurélio Teixeira, porta-voz da Polícia Militar Ambiental, essa união entre tecnologia de ponta, agilidade na fiscalização e conscientização tem sido a chave para diminuir os impactos causados pela fumaça e pelo fogo no estado, assegurando uma resposta muito mais rápida diante de emergências.

Quando um foco de incêndio é identificado, os agentes vão até o espaço afetado para apurar as causas da ocorrência e identificar possíveis irregularidades de proprietários. O trabalho também foca na orientação de produtores rurais sobre cuidados obrigatórios, como a criação e manutenção de aceiros — que são faixas de terra limpas de vegetação para impedir que o fogo se espalhe — e o desenvolvimento de planos de proteção para as propriedades.

Essas medidas preventivas e o esforço conjunto com o setor agrícola já trouxeram resultados muito positivos. Na comparação com o ano anterior, o estado de São Paulo registrou uma queda impressionante de 87,5% no total de áreas queimadas em plantações de cana-de-açúcar e em matas nativas, incluindo as Áreas de Preservação Permanente (APPs). Essa mesma redução expressiva foi observada no volume de multas e autos de infração ambiental aplicados na região.

Trabalhando sob o lema “Uma ação de todos para o bem de todos”, a Operação SP Sem Fogo envolve forças como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Cetesb, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), cooperativas e usinas privadas. O projeto é dividido nas fases verde, amarela e vermelha, que avançam conforme a estiagem se torna mais severa, mostrando que a cooperação mútua é o caminho mais seguro para proteger a vida e a natureza no interior paulista.

Notícias relacionadas