


Uma força-tarefa conjunta entre órgãos federais resgatou 479 pessoas submetidas a condições de trabalho análogas à escravidão durante o mês de agosto no Brasil. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Resgate VI, revelam um perfil diverso entre as vítimas, incluindo 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes, e 66 migrantes de oito nacionalidades distintas, procedentes de países da América do Sul e do continente africano.

A Região Sudeste concentrou mais da metade dos resgates realizados na ação, registrando 267 casos, com expressiva maioria no estado de Minas Gerais. As fiscalizações ocorreram predominantemente no meio rural, onde foram identificadas 292 vítimas, sobretudo em lavouras de café, cebola e batata. Na área urbana, que respondeu por 178 resgates, o setor da construção civil liderou as ocorrências de exploração laboral. Durante as diligências, os empregadores flagrados foram notificados a interromper as atividades e quitar mais de R$ 1,4 milhão em verbas rescisórias e direitos trabalhistas retroativos.
A mobilização envolve esforços integrados do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Defensoria Pública da União e Ministério do Trabalho e Emprego, atuando no combate às violações dos direitos fundamentais e no enquadramento penal dos infratores. Paralelamente às fiscalizações no campo e na indústria, as autoridades reforçam a atenção ao trabalho doméstico, respaldadas pela recente legislação de amparo às vítimas no ambiente residencial, que agiliza o acesso a medidas protetivas de urgência e a programas de assistência social.









