

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a Operação “Rei do Pix”. A força-tarefa investiga um esquema criminoso suspeito de desviar cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos da Câmara Municipal de Catanduva. A ação movimentou diversas viaturas e teve como um de seus alvos a região do Oeste Paulista.

Para cumprir os mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, a operação contou com um forte aparato de segurança, incluindo equipes do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e o suporte aéreo do helicóptero Águia, pertencente ao Comando de Aviação da Polícia Militar. Os policiais militares deram apoio direto aos promotores de São José do Rio Preto para vistoriar endereços ligados a empresas participantes de licitações suspeitas realizadas pela Câmara de Vereadores.
Durante as buscas concentradas na cidade de Adamantina, os agentes conseguiram recolher uma grande quantidade de materiais que vão ajudar a esclarecer o caso. Foram apreendidos computadores, HDs externos, pen drives e diversos documentos impressos. Todo esse material eletrônico e em papel passará por uma análise detalhada dos peritos e será encaminhado ao Ministério Público para dar andamento ao inquérito.
Além das provas documentais, os policiais encontraram uma arma de fogo em um dos locais vistoriados. Embora o armamento tivesse origem legal, ele acabou sendo recolhido e levado para a 3ª Delegacia de Polícia Civil de Adamantina porque a documentação do registro estava vencida. O armamento permanecerá retido até que a situação seja devidamente regularizada. Ainda no decorrer da ofensiva, uma pessoa foi conduzida pelas equipes até a delegacia de polícia para prestar depoimento sobre o caso, conforme as ordens judiciais, e acabou liberada logo em seguida.







