

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou os detalhes da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal para neutralizar um grupo extremista que articulava atos de violência na capital federal. As investigações começaram em junho, após o Laboratório de Operações Cibernéticas identificar conversas em grupos abertos do aplicativo Telegram sobre invasões a prédios públicos na Esplanada dos Ministérios e no Supremo Tribunal Federal durante as eleições de outubro, além de possíveis atentados com bombas em debates eleitorais.

Com o apoio das polícias civis de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Nos endereços vistoriados, os agentes apreenderam manuais para a fabricação de explosivos, mapas da área central de Brasília e a planta baixa do Palácio do Planalto. Segundo as autoridades policiais, os investigados são jovens entre 19 e 31 anos, sem antecedentes criminais, que não se conheciam pessoalmente e utilizavam os canais virtuais não apenas para o planejamento de ataques, mas também para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.
Representantes do governo e da Polícia Civil ressaltaram que a intervenção precoce foi fundamental para impedir episódios violentos e proteger o patrimônio e a população. O Ministério da Justiça destacou o papel da inteligência integrada entre os estados e relembrou o fortalecimento de estratégias de segurança pública para combater a radicalização e os discursos de ódio disseminados no ambiente digital.











