sexta, 17 de abril de 2026

Operação Falsa Medida prende suspeitos de comércio ilegal de medicamentos em Rio Preto e Mirassol

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (5) a operação “Falsa Medida”, que desmantelou um esquema de venda irregular de emagrecedores e anabolizantes nas cidades de São José do Rio Preto e Mirassol. Uma comerciante de 45 anos foi presa em flagrante em Rio Preto, acusada de utilizar seu próprio estabelecimento, uma loja de roupas femininas, como ponto de entrega para os produtos proibidos pelas autoridades de saúde no Brasil. O fornecedor da mercadoria, um homem de 33 anos, também foi localizado e detido em sua residência na cidade de Mirassol.

As investigações tiveram início após o monitoramento de publicações nas redes sociais, que ofereciam medicamentos com promessas de emagrecimento rápido. De acordo com a polícia, os interessados interagiam inicialmente por plataformas abertas, sendo posteriormente direcionados a grupos fechados em aplicativos de mensagens. Nesses ambientes digitais, os suspeitos negociavam valores, formas de pagamento e definiam a logística para a retirada dos itens ilegais, o que facilitava a disseminação do comércio clandestino sem levantar suspeitas imediatas.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram diversos produtos de procedência duvidosa, muitos deles originários do Paraguai, cuja comercialização não possui autorização dos órgãos competentes no território nacional. Na loja da suspeita e em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão, foram apreendidas canetas emagrecedoras, ampolas de hormônios masculinos, seringas e agulhas descartáveis. Além disso, a polícia localizou caixas térmicas utilizadas para o armazenamento inadequado desses insumos, aumentando o risco à saúde dos consumidores.

Com a prisão do fornecedor em Mirassol, que também mantinha itens ilegais em sua casa, a Polícia Civil busca agora identificar se há outros envolvidos na cadeia de distribuição ou se o esquema contava com compradores recorrentes na região. A dupla permanece à disposição da Justiça, respondendo pela comercialização de medicamentos sem registro e por colocar em risco a saúde pública, crimes que podem resultar em penas severas conforme a legislação brasileira.

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