

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Voo Cancelado com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. O grupo utilizava aviões para transportar grandes carregamentos de cocaína. Na ação, os agentes federais saíram às ruas para cumprir quatro mandados de busca e apreensão e três ordens de prisão temporária nas cidades de Jales, no interior de São Paulo, Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul, no Mato Grosso do Sul, e Balneário de Arambaré, no Rio Grande do Sul. Um mandado de prisão preventiva também foi cumprido no exterior, resultando na captura de um piloto em solo colombiano.

A ofensiva é um desdobramento de uma investigação que começou após a apreensão de 663 quilos de cocaína em julho de 2022. Naquela ocasião, um avião carregado com a droga fez um pouso forçado na área rural de Pontalinda, também no interior paulista, mas os dois tripulantes conseguiram escapar por um matagal antes que as equipes policiais chegassem. Ao longo dos últimos anos de apuração, a Polícia Federal conseguiu identificar não apenas o piloto e o copiloto que fugiram, mas também a pessoa contratada para resgatá-los na região, os membros que esperavam na pista para retirar a droga e levá-la por caminhões, e o responsável por negociar a compra da aeronave.
O principal alvo da operação, apontado como o piloto do avião que transportava os entorpecentes, teve seu nome inserido na lista da Difusão Vermelha da Interpol, a polícia internacional. Apesar de ter residência oficial em território gaúcho, o suspeito foi localizado e preso na Colômbia graças ao trabalho compartilhado entre os adidos da Polícia Federal brasileira e as autoridades daquele país. Ao todo, quatro investigados foram presos nesta quinta-feira pelas equipes policiais.


Durante as buscas nos endereços ligados ao grupo em Jales e Balneário de Arambaré, os agentes federais encontraram um verdadeiro arsenal de armas de fogo. Foram apreendidos fuzis, pistolas, carregadores e munições de uso restrito das forças de segurança, além de computadores, celulares e documentos. Todo o material recolhido foi enviado para a sede da Polícia Federal em Jales, onde passará por perícia técnica. Os detidos e os objetos apreendidos permanecem sob custódia e à disposição da Justiça Federal, e os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.







