

A Polícia Ambiental encerrou, nesta terça-feira (20), a operação “Impacto Madeireira”, que teve como foco o combate ao comércio irregular de produtos florestais no noroeste paulista. Durante os quatro dias de fiscalização, que tiveram início na última sexta-feira, os agentes vistoriaram 20 estabelecimentos na região de São José do Rio Preto, identificando irregularidades graves em sete deles. As autuações aplicadas aos responsáveis somam o valor total de R$ 384 mil.

O principal objetivo da ação foi verificar se a madeira comercializada possuía origem legal e se a documentação apresentada correspondia ao estoque físico das empresas. Segundo o balanço divulgado pela corporação, as falhas mais comuns encontradas foram a ausência de controle no material florestal e a falta de documentos obrigatórios exigidos pela legislação ambiental brasileira. Ao todo, os policiais examinaram um volume de dois mil metros cúbicos de madeira durante as vistorias.
A operação resultou em apreensões significativas: foram localizados 89 metros cúbicos de madeira mantidos em depósitos sem autorização, além de mais de 1,2 mil metros cúbicos que haviam sido adquiridos ou destinados de maneira ilegal. Outros 49 metros cúbicos já haviam sido comercializados em total desacordo com as normas vigentes. Todo o material irregular foi apreendido e os pátios madeireiros autuados deverão responder administrativa e criminalmente pelas infrações.
A Polícia Ambiental ressalta que esse tipo de fiscalização é fundamental para garantir a proteção das florestas nativas, impedindo que o desmatamento ilegal seja alimentado pelo comércio clandestino. A verificação rigorosa do Documento de Origem Florestal (DOF) assegura que o consumidor final e a construção civil utilizem apenas matérias-primas de áreas de manejo autorizado, preservando o equilíbrio ambiental da região.









