

Uma força-tarefa liderada pelo Ministério Público de São Paulo desarticulou, na manhã desta sexta-feira, um grupo suspeito de integrar o crime organizado no interior paulista. A chamada Operação Sindon resultou na prisão de sete pessoas nas cidades de São José do Rio Preto e Tanabi. Os detidos são apontados como lideranças regionais de uma facção criminosa e estariam envolvidos no “tribunal do crime”, uma estrutura paralela usada pelos criminosos para aplicar punições e execuções clandestinas.

A investigação, conduzida pelo Gaeco com o apoio do 9º Baep, começou após a descoberta de um plano alarmante: o grupo pretendia realizar um atentado contra a vida de um agente público. De acordo com as apurações, os criminosos teriam articulado uma estratégia ousada, tentando usar membros de uma facção rival para cometer o assassinato. O objetivo dessa manobra seria garantir o controle de territórios e reforçar o cumprimento de regras internas impostas pela organização.
Para garantir a segurança e o sucesso da ação, a operação mobilizou uma grande estrutura logo nas primeiras horas do dia. Cerca de 70 policiais militares, em 20 viaturas e com o auxílio de cães farejadores, cumpriram 12 mandados judiciais, que incluíam prisões e buscas em endereços monitorados. Durante as diligências, as equipes apreenderam materiais que podem ajudar a detalhar como a facção se organiza e opera na região.
Os sete presos foram levados para unidades policiais, onde permanecem à disposição do Judiciário. O Ministério Público informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos no plano de atentado e desmantelar completamente essa célula criminosa. O foco agora é aprofundar a análise dos itens apreendidos para entender a extensão da influência do grupo nas cidades do Noroeste Paulista.







