

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira a “Operação Destino Oculto”, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com suspeita de ligação com o crime organizado. A ofensiva cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em imóveis situados em condomínios de alto padrão nas cidades de São José do Rio Preto e Olímpia, no interior paulista. O principal alvo das investigações é uma influenciadora digital que reside em Rio Preto, além de parentes e pessoas ligadas aos seus negócios e finanças. Os policiais também fizeram buscas no endereço do contador da criadora de conteúdo, apontado pelos investigadores como peça-chave na estrutura empresarial e patrimonial do grupo.

De acordo com as informações oficiais da Polícia Civil, a rede coordenada pela influenciadora teria movimentado quase R$ 100 milhões nos últimos tempos. Os investigadores descobriram fortes indícios de que o grupo utilizava uma combinação de contas bancárias pessoais, empresas de fachada, nomes de familiares e plataformas intermediárias de pagamento (gateways) para realizar transferências bancárias sucessivas. Essa estratégia complexa tinha como objetivo principal confundir as autoridades fiscais, escondendo a verdadeira origem e o paradeiro final de toda essa fortuna.
Por conta da gravidade das evidências apresentadas, a Justiça determinou o bloqueio imediato de aproximadamente R$ 86 milhões pertencentes aos envolvidos, uma medida preventiva que visa congelar os bens para garantir a recuperação do patrimônio público no futuro. Durante as buscas nos condomínios de luxo, as equipes apreenderam cinco carros importados de alto valor, quantias em dinheiro vivo em notas de reais e de dólares, computadores, celulares e diversos documentos contábeis. Apesar do forte aparato policial, a corporação informou que os principais alvos da operação não foram encontrados em Rio Preto durante a ação e continuam sendo procurados.
A operação foi planejada e executada por policiais do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), braço da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5. O objetivo agora é analisar todo o material recolhido para mapear quem são os reais beneficiários dos repasses e localizar outros bens ocultos. Segundo a polícia, o nome dado à operação, “Destino Oculto”, resume perfeitamente a tática criminosa do grupo, que tentava apagar o rastro e o destino final do dinheiro movimentado.







