quinta, 2 de julho de 2026

Operação apreende quatro fuzis e prende vereador por esquema de lavagem de dinheiro em empresa de ônibus

Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil e pelo Ministério Público deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação Última Parada, que mira um complexo esquema de lavagem de dinheiro operado por uma facção criminosa por meio de uma empresa de ônibus na capital paulista. Durante a ação, os agentes localizaram um verdadeiro arsenal em um imóvel na zona leste de São Paulo, onde foram apreendidos quatro fuzis, porções de drogas prontas para a venda e até uma máquina industrial utilizada para embalar os entorpecentes.

A operação mobilizou as forças de segurança para cumprir 103 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão na capital, na Grande São Paulo e também no município de Extrema, em Minas Gerais. Entre os capturados até o momento está um vereador da cidade de São Paulo, além de suspeitos flagrados com o armamento pesado e as drogas. O secretário da Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou que o resultado expressivo demonstra a eficácia do trabalho conjunto das instituições em asfixiar o poder financeiro das organizações criminosas.

As investigações começaram a partir de um crime ocorrido em 2020: o assassinato do então diretor da empresa de ônibus sob suspeita. A partir da análise dos celulares e arquivos digitais apreendidos na época do homicídio, os policiais civis conseguiram rastrear transações financeiras suspeitas e descobriram que a concessionária de transporte público estava sendo usada para ocultar dinheiro vivo oriundo do tráfico. O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, explicou que a ação coroa anos de monitoramento e cooperação técnica, conectando o caso a outras grandes apurações de crimes financeiros em andamento no estado.

Diante do volume de provas apresentadas pelas autoridades, a Justiça determinou uma série de medidas duras para desmantelar a estrutura da quadrilha, incluindo o bloqueio de cerca de R$ 194 milhões nas contas bancárias dos envolvidos, o confisco de barcos, carros e imóveis de luxo, além do afastamento imediato de toda a diretoria da empresa de transporte público. Segundo o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, todos os materiais recolhidos nesta quinta-feira passarão por perícia técnica especializada para ajudar a identificar outros integrantes do grupo e aprofundar as investigações.

Notícias relacionadas