

A Polícia Civil de São José do Rio Preto desencadeou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Ágio para desarticular um esquema ilegal de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro na região. A ofensiva resultou na prisão preventiva de um homem de 38 anos, que se apresenta como empresário, além do confisco de bens de luxo que estavam sob o radar da Justiça. A ação ocorreu de forma simultânea no bairro Eldorado, em Rio Preto, e no condomínio de alto padrão Terras de Alphaville, localizado na cidade vizinha de Mirassol.

Os trabalhos foram coordenados pelo delegado Allan Francisco Athayde Soares e executados por investigadores do Núcleo de Polícia Judiciária dos 1º, 2º e 5º Distritos Policiais. As ordens de prisão e de busca e apreensão foram validadas pela Vara Regional das Garantias de Rio Preto, após o Ministério Público dar parecer favorável ao pedido dos agentes. De acordo com o Setor de Investigações Gerais (SIG), as apurações apontam que o suspeito comandava um negócio clandestino de empréstimo de dinheiro com juros abusivos. Quando os clientes não conseguiam pagar as parcelas, passavam a sofrer ameaças violentas e constrangimentos provocados pelo investigado.
Durante a coleta de provas que baseou a operação, os policiais civis apreenderam diversos documentos que comprovam o crime, como contratos particulares de confissão de dívida, cadernos com anotações de controle do caixa e notas promissórias que as vítimas eram obrigadas a assinar em branco. Os mandados de hoje também tinham o objetivo de resgatar quatro veículos que a Justiça já havia determinado o bloqueio, por suspeita de terem sido comprados com o dinheiro dos golpes. A polícia precisou agir rápido diante do perigo de o acusado esconder, vender informalmente ou destruir os automóveis.


A lista de veículos confiscados engloba uma caminhonete Ram Rampage Rebel, duas motocicletas potentes — modelos BMW S1000 RR e Zontes T350 X — e um Hyundai HB20, que juntos somam quase R$ 500 mil. A Justiça paulista também determinou o bloqueio de uma casa de luxo do empresário avaliada em cerca de R$ 2 milhões, localizada no condomínio fechado em Mirassol. Segundo a Polícia Civil, essas medidas de congelamento de bens servem para assegurar que as vítimas sejam ressarcidas no futuro e para garantir que o patrimônio construído com o crime não suma durante o processo judicial. O preso foi levado para a delegacia e as investigações seguem em andamento para analisar todo o material apreendido.








