domingo, 14 de junho de 2026

Onda de furtos assusta comerciantes e prejudica projetos sociais na Zona Norte de Rio Preto

Foto: TV TEM/Reprodução

A sensação de insegurança tem crescido entre moradores e empresários da Zona Norte de São José do Rio Preto, especialmente para quem trabalha na Avenida Domingos Falavina. Uma sequência de furtos, ocorridos inclusive durante o dia, já acumulou um prejuízo de pelo menos R$ 11 mil em apenas dois estabelecimentos vizinhos. O cenário de criminalidade está desanimando comerciantes que se instalaram recentemente na região e que agora cogitam fechar as portas ou mudar de endereço.

Um dos casos mais marcantes aconteceu em plena tarde, quando câmeras de segurança flagraram um homem furtando caixas de ferramentas da caçamba de um veículo estacionado em frente a uma fábrica de esquadrias. Poucas semanas depois, o alvo foi um projeto social voltado ao empreendedorismo jovem, que teve sua sede invadida durante a madrugada. Do local, criminosos levaram televisores, computadores e micro-ondas, gerando uma perda de R$ 8 mil para a entidade. O presidente do projeto, Ricardo de Almeida, relatou que os ladrões demonstraram habilidade ao abrir as portas sem arrombá-las brutalmente, sugerindo que são experientes nesse tipo de ação.

Além do prejuízo financeiro, as vítimas reclamam da dificuldade em obter apoio imediato das forças de segurança. Um dos empresários afetados relatou que, ao procurar a Polícia Militar, recebeu uma resposta desanimadora, enquanto o responsável pelo projeto social foi orientado a registrar a queixa apenas pela internet. Essa percepção de falta de amparo faz com que muitas pessoas deixem de comunicar os crimes, o que agrava o problema da subnotificação na cidade.

O delegado seccional de Rio Preto, Everson Contelli, reforçou que o registro do boletim de ocorrência é fundamental, mesmo que o cidadão esteja desacreditado. Segundo ele, é através desses dados que a polícia consegue identificar criminosos reincidentes e planejar rondas mais eficazes nos bairros mais afetados. Sem o documento oficial, os crimes permanecem invisíveis para o sistema de segurança, dificultando a contenção da violência na região.

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