quarta, 13 de maio de 2026

OMS rastreia passageiros de voo e monitora navio após mortes por hantavírus

Foto: Geneva (Switzerland), 15/04/2020.- The logo and building of the World Health Organization (WHO) headquarters in Geneva, Switzerland, 15 April 2020. US President Donald Trump announced that he has instructed his administration to halt funding to the WHO. The American president criticizes the World Health Organization for its mismanagement of the Coronavirus pandemic Covid-19. (Suiza, Ginebra) EFE/EPA/MARTIAL TREZZINI

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou um protocolo de emergência internacional para rastrear passageiros do voo 4Z132, que viajou de Santa Helena para Joanesburgo, na África do Sul. A medida foi tomada após a confirmação de que uma passageira holandesa morreu vítima de hantavírus. A mulher começou a apresentar problemas gastrointestinais em abril e seu estado de saúde se agravou rapidamente durante a viagem, vindo a falecer pouco depois de desembarcar. Exames laboratoriais confirmaram a infecção no início de maio, acendendo o alerta para quem compartilhou o avião com a vítima.

Enquanto as autoridades buscam os passageiros, um surto da mesma doença mantém um navio de cruzeiro ancorado perto de Cabo Verde. Nesta quarta-feira, três pacientes foram retirados da embarcação em uma operação delicada envolvendo profissionais de saúde equipados com trajes de proteção especial. O navio, que transporta cerca de 150 pessoas, já registrou três mortes e aguarda autorização para seguir viagem rumo à Espanha. Ao todo, oito pessoas apresentaram sintomas, sendo que três casos já foram comprovados por exames de laboratório.

As investigações sobre a origem do surto apontam para a América do Sul. Especialistas argentinos acreditam que o vírus pode ter sido contraído em Ushuaia, na Terra do Fogo, por um casal de turistas holandeses. O navio partiu do continente sul-americano há mais de um mês e passou por locais como a Antártida antes de chegar ao Atlântico. O hantavírus é geralmente transmitido aos seres humanos pela inalação de partículas de fezes ou urina de roedores infectados, mas a OMS monitora com atenção a possibilidade de transmissão entre pessoas, embora esse tipo de contágio seja considerado raro.

Atualmente, o rastreamento de contatos se estende pela Europa e África, buscando identificar qualquer pessoa que tenha deixado a embarcação em escalas anteriores e possa estar incubando a doença. A situação é tratada com prioridade pelas agências de saúde da ONU, que tentam conter a propagação do vírus e garantir o tratamento adequado aos sobreviventes que ainda aguardam a liberação do navio em alto-mar.

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