


A Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou um protocolo de emergência internacional para rastrear passageiros do voo 4Z132, que viajou de Santa Helena para Joanesburgo, na África do Sul. A medida foi tomada após a confirmação de que uma passageira holandesa morreu vítima de hantavírus. A mulher começou a apresentar problemas gastrointestinais em abril e seu estado de saúde se agravou rapidamente durante a viagem, vindo a falecer pouco depois de desembarcar. Exames laboratoriais confirmaram a infecção no início de maio, acendendo o alerta para quem compartilhou o avião com a vítima.

Enquanto as autoridades buscam os passageiros, um surto da mesma doença mantém um navio de cruzeiro ancorado perto de Cabo Verde. Nesta quarta-feira, três pacientes foram retirados da embarcação em uma operação delicada envolvendo profissionais de saúde equipados com trajes de proteção especial. O navio, que transporta cerca de 150 pessoas, já registrou três mortes e aguarda autorização para seguir viagem rumo à Espanha. Ao todo, oito pessoas apresentaram sintomas, sendo que três casos já foram comprovados por exames de laboratório.
As investigações sobre a origem do surto apontam para a América do Sul. Especialistas argentinos acreditam que o vírus pode ter sido contraído em Ushuaia, na Terra do Fogo, por um casal de turistas holandeses. O navio partiu do continente sul-americano há mais de um mês e passou por locais como a Antártida antes de chegar ao Atlântico. O hantavírus é geralmente transmitido aos seres humanos pela inalação de partículas de fezes ou urina de roedores infectados, mas a OMS monitora com atenção a possibilidade de transmissão entre pessoas, embora esse tipo de contágio seja considerado raro.










Atualmente, o rastreamento de contatos se estende pela Europa e África, buscando identificar qualquer pessoa que tenha deixado a embarcação em escalas anteriores e possa estar incubando a doença. A situação é tratada com prioridade pelas agências de saúde da ONU, que tentam conter a propagação do vírus e garantir o tratamento adequado aos sobreviventes que ainda aguardam a liberação do navio em alto-mar.
























