domingo, 10 de maio de 2026

“O centrão é pior que a esquerda”, diz Salles em resposta a Eduardo

A disputa pelas cadeiras do Senado por São Paulo em 2026 já começou a esquentar os bastidores da direita. Durante um debate recente, o deputado federal Ricardo Salles reafirmou sua pré-candidatura e rebateu críticas feitas pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ao ser questionado sobre sua postura política, Salles rejeitou o rótulo de “incontrolável” e disparou contra o Centrão, afirmando que sua firmeza se deve ao fato de não aceitar negociar com grupos que ele considera corruptos ou fisiológicos.

Para o parlamentar, o Centrão representa um perigo maior para o país do que a própria esquerda. Salles argumentou que esse bloco político costuma se disfarçar de direita conforme seus interesses, mas acaba votando com a esquerda em troca de cargos e verbas públicas. Ele defendeu que sua candidatura é legítima e baseada em duas décadas de militância ideológica, negando que sua presença na disputa sirva apenas para fragmentar os votos do campo conservador. Pelo contrário, Salles acredita que o verdadeiro risco para a direita é lançar nomes que não possuem uma identidade real com as pautas do grupo.

Apesar do tom combativo, Ricardo Salles sinalizou que está disposto a abrir mão de suas pretensões eleitorais sob uma condição específica: o lançamento de um nome que ele considere verdadeiramente de direita. Ele citou nominalmente o atual vice-prefeito da capital, Mello Araújo, como alguém que teria seu apoio imediato caso fosse o escolhido para a disputa. Essa declaração surge em um momento de incerteza no PL paulista, que optou por lançar André do Prado, deixando de fora figuras como Mello Araújo e o deputado Mario Frias.

Do outro lado da discussão, Eduardo Bolsonaro manteve a tese de que a direita precisa de união e estratégia para não ser derrotada. Segundo ele, o lançamento de múltiplas candidaturas pode dispersar o eleitorado e acabar beneficiando adversários políticos. Eduardo defende a concentração de esforços em apenas dois nomes fortes para garantir a vitória nas urnas. O impasse revela uma divisão clara dentro do campo conservador sobre qual o melhor caminho para conquistar o Senado no maior colégio eleitoral do país.

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