

O empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos na abertura da Copa do Mundo de 2026 deixou lições importantes, agora detalhadas pelas estatísticas oficiais da Fifa. Entre os 16 atletas brasileiros que entraram em campo no Estádio MetLife, três nomes chamaram a atenção pelos dados de desempenho: o lateral-esquerdo Douglas Santos e os atacantes Raphinha e Vinícius Júnior. O levantamento ajuda a entender a dinâmica da partida e aponta onde a equipe comandada por Carlo Ancelotti encontrou suas maiores virtudes e dificuldades.

Raphinha foi o jogador mais incansável do ataque brasileiro, liderando o quesito de movimentação ao correr 11,65 quilômetros ao longo do confronto, uma marca muito próxima à do jovem marroquino Ayyoub Bouaddi, que foi quem mais correu no jogo. O atacante do Barcelona também se destacou pela intensidade defensiva, registrando 80 arrancadas e 47 ações de pressão para roubar a bola do adversário. No setor ofensivo, ele foi o principal alvo na intermediária, recebendo 17 passes entre as linhas de marcação rivais e tentando seis cruzamentos, embora também tenha sido o recordista do time em erros forçados.
Por sua vez, Vinícius Júnior chamou para si a responsabilidade do jogo. Eleito o melhor da partida e autor do único gol brasileiro, o camisa 7 foi quem mais pediu a bola na equipe, com 61 chamados ao longo dos 90 minutos. Apesar do protagonismo de Vini, a distribuição de jogo do Brasil revelou problemas na criação: o atleta que mais distribuiu passes no time canarinho foi o zagueiro Gabriel Magalhães, com 84 toques, o que evidencia a dificuldade dos meio-campistas em propor o ritmo da partida. Pelo lado do Marrocos, essa função ficou com o jovem volante Bouaddi, de apenas 18 anos, que distribuiu 67 passes e deu dinâmica aos africanos.


Taticamente, o Brasil se mostrou muito inclinado para o lado esquerdo no primeiro tempo. O lateral Douglas Santos se destacou como o principal criador de jogadas de infiltração pelas alas, acertando 18 das 22 tentativas feitas por ali. Essa forte concentração na esquerda ocorreu porque o zagueiro Ibañez começou improvisado na lateral direita, prendendo mais o time na defesa. A situação só mudou no segundo tempo com a entrada de Danilo, equilibrando as ações ofensivas do país. Após a folga, os jogadores voltam aos treinos no CT em Morristown e já miram o próximo desafio no Grupo C, marcado para sexta-feira contra o Haiti, na Filadélfia, onde o Brasil busca a sua primeira vitória para encostar na líder Escócia.








