


O forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia provocou uma tragédia humanitária no país, deixando ao menos 314 mortos e 262 pessoas desaparecidas. Segundo balanço divulgado pelo presidente Abelardo De La Espriella, o abalo sísmico deixou ainda mais de 4,4 mil feridos e afetou diretamente cerca de 262 mil moradores, além de ter destruído mais de 30 mil casas e provocado o desabamento de centenas de edifícios.

O epicentro do tremor foi registrado na cidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, mas os estragos se espalharam por diversas regiões. A força do sismo provocou colapsos em prédios residenciais, escolas, hospitais e rodovias em um amplo trecho do território colombiano, impactando desde áreas litorâneas no Oceano Pacífico até grandes centros urbanos como Cali, Pereira, Manizales e Quibdó.
O desastre representa o primeiro grande teste da gestão do presidente De La Espriella, que assumiu o comando do Executivo recentemente. Para enfrentar os custos da reconstrução e o socorro às famílias — em um cenário econômico delicado por conta do déficit fiscal e de limitações orçamentárias —, o governo anunciou que formalizará o estado de emergência econômica. A medida permitirá redirecionar verbas de programas não prioritários e buscar novas fontes de financiamento para garantir assistência rápida às vítimas e restabelecer a infraestrutura das cidades atingidas.











