segunda, 7 de setembro de 2026

Número de mortos em desastre no Himalaia se aproxima de 800

Uma mobilização dramática de equipes de resgate tenta localizar milhares de pessoas desaparecidas após o colapso de uma geleira provocar um deslizamento devastador de gelo, lama e rochas na região do Himalaia. A tragédia, que atingiu o Nepal e a China, já deixa quase 800 mortos confirmados e mais de 3.000 desaparecidos, afetando estimadamente mais de 90 mil pessoas ao longo das áreas montanhosas e vales atingidos.

As operações de salvamento enfrentam extrema complexidade em razão do terreno acidentado e do clima adverso na fronteira. O governo chinês classificou o episódio como o desastre transfronteiriço mais grave dos últimos anos e atribuiu o evento aos impactos do aquecimento global. Do lado nepalês, as buscas mobilizam cerca de 10 mil soldados com apoio de especialistas internacionais da China e da Índia, além de drones e maquinário pesado levado por via aérea até os pontos de difícil acesso.

O foco dos trabalhos no Nepal concentra-se em usinas hidrelétricas inundadas, especialmente no complexo Upper Trishuli, onde centenas de pessoas podem estar presas em um túnel bloqueado por escombros. As autoridades tentam abrir caminho manualmente sem o uso de explosivos para não comprometer a estrutura. Paralelamente, a instabilidade do tempo e a formação de barragens naturais decorrentes dos deslizamentos geram constantes alertas de novas inundações ao longo do curso dos rios da região, levando moradores a buscarem abrigo em pontos mais altos enquanto o governo nepalês solicita ajuda internacional especializada para a identificação das vítimas e resgates complexos.

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