

“Novembro Azul” é uma campanha mundial de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata para a saúde masculina. Iniciativa internacional, “Novembro Azul” teve origem na Austrália em 2003, sendo comemorada no Brasil, pela primeira vez, em 2008. O movimento passou a ser conhecido como mês mundial do combate ao câncer de próstata, uma vez que no dia 17/11 é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (BVS MS, 2025a).
O “Novembro Azul” é também conhecido como Movember – um acrômio (combinação) de moustache (“bigode”, em inglês) com November (novembro, em inglês) (BVS MS, 2025a). O mês foi escolhido como complemento ao “Outubro Rosa” – movimento iniciado nos Estados Unidos (década de 1990) com a distribuição do laço rosa, simbolizando a campanha internacional que ocorre em outubro para conscientizar sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e, no Brasil, também do câncer de colo do útero (Brasil, 2018; Inca, 2023a; DNOCS, 2024; BVS MS, 2025b; Inca, 2025b).
O “Novembro Azul” objetiva sensibilizar e conscientizar a população masculina sobre os cuidados com a saúde e alertar sobre a importância da realização dos exames para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é 17 de novembro (Inca, 2023b; BVS MS, 2025c; DNOCS, 2025).
A próstata é uma glândula que só o homem possui (órgão diminuto em forma de maçã; cápsula do tamanho de uma ameixa em jovens, embora esse tamanho aumente com o avançar da idade), localizada na parte baixa do abdômen, na frente do reto (parte final do intestino grosso), abaixo da bexiga e envolve a uretra, canal por onde a urina armazenada é eliminada do corpo (Inca, 2019, 2025a; Jimbo, 2025).
A próstata exerce duas funções principais: produzir um fluido que, junto com outros fluidos, formam o sêmen (líquido espesso e esbranquiçado que abriga e nutre os espermatozoides, liberados durante o ato sexual), e controlar o fluxo de urina e o fluxo do esperma na ejaculação, graças à contração de seus músculos (Instituto da Próstata, 2025). A principal função do sêmen, produzido pelo sistema reprodutor masculino e composto por espermatozoides e fluidos das glândulas seminais e da próstata, é transportar, proteger e nutrir os espermatozoides para que possam alcançar o óvulo feminino e fertilizá-lo durante a ejaculação (Jimbo, 2025). A próstata atua como um conector entre o sistema urinário e reprodutor, envolvendo a uretra para permitir que a urina da bexiga e o sêmen saiam do corpo (Inca, 2019; Instituto da Próstata, 2025).
Embora, anatomicamente, a próstata possua vários lobos (ventral, dorsal, lateral e anterior), um sulco mediano posterior raso divide a próstata em dois lobos, direito e esquerdo, que compõem sua massa principal. Em alguns homens, geralmente após os 45 anos de idade, uma porção central da glândula – o lobo mediano – cresce de forma anormal e assimétrica e se projeta para o interior da bexiga urinária, ou melhor, a próstata pode sofrer hipertrofia benigna (HPB), com seu tamanho aumentando até a morte, ou, alternativamente, atrofiar progressivamente. A lobação da próstata tem-se tornado importante para a detecção clínica de tumorações da glândula (Souza, 2010).
Como consequência da formação de tumores na próstata, mesmo que seu volume total não seja expressivamente grande, essa projeção para o interior da bexiga urinária funciona como uma espécie de válvula que tende a obstruir ou dificultar a saída da urina durante a micção (Gandhi et al., 2018).
Isso pode levar a sintomas urinários obstrutivos intensos, como jato urinário fraco ou intermitente, dificuldade para expelir a urina com necessidade de forçar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga ou gotejamento terminal, aumento da frequência urinária (maior número de micções) especialmente à noite (noctúria), necessidade urgente de urinar, presença de sangue na urina ou dor e queimação durante a micção (Tonon; Schoffen, 2009, Chandrasekar, 2025).
Esses sintomas podem sugerir um câncer de próstata (CP), já desenvolvido ou em evolução, uma vez que, em sua fase inicial, o CP geralmente não apresenta sintomas (Inca, 2019; Leslie; Soon-Sutton; Skelton, 2024). Um em cada nove homens com câncer de próstata pode apresentar manifestações clínicas, embora esses sintomas sejam comuns nos casos de crescimento benigno – isto significa que a presença desses sintomas não indica, necessariamente, a existência de câncer e, por isso, se exige melhor avaliação médica para um diagnóstico satisfatório (Tonon; Schoffen, 2009; Inca, 2023b).
Os sintomas do CP geralmente estão ausentes até que o crescimento do tumor cause hematúria (presença de sangue na urina, com coloração variável de leve a intensa) ou obstrução ureteral com dor, como cólica renal ou disfunção renal (Chandrasekar, 2025). Há que se considerar, ainda, que cada homem apresenta variações de tempo relativamente ao surgimento dos sintomas, porque o câncer geralmente se inicia na periferia da próstata, sem provocar mudanças significativas no ritmo urinário. Este fato acaba por não sugerir ao indivíduo a indicação médica e, em decorrência, retardar uma consulta ao profissional da saúde e um possível diagnóstico da doença, haja vista que o câncer de próstata, em seus estágios iniciais, não apresenta sintomas facilmente perceptíveis ou detectáveis que sublinhem a importância de exames regulares de rastreamento, como o exame de toque retal e o PSA. Estes exames conseguem, de forma mais eficiente, identificar o câncer em estágio inicial (Araújo; Oliveira, 2018; Olguin, et al., 2022), o que demonstra sua maior importância para a detecção precoce do câncer de próstata (Inca, 2023b).
Porto et al. (2016, p. 84) consideram que diversos são os fatores que determinam o desenvolvimento do câncer de próstata, tais como a “maior expectativa de vida, as constantes campanhas para o diagnóstico da doença, além das influências ambientais e alimentares”.
Embora se tenha um crescente investimento na implementação de políticas públicas e programas de saúde direcionados à prevenção e diagnóstico precoce, o câncer, ainda se apresenta como uma das principais causas de morte em todo o mundo (Brasil, 2010; Porto et al., 2016). A falta de frequência masculina aos serviços de saúde se mostra um fator que impede o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Além disso, o preconceito, o medo da constatação, atitudes machistas e pensamentos prévios fantasiados, como perda de virilidade, acabam por impedir a procura por prevenção da doença e, em havendo necessidade, a busca por tratamento eficiente. Acrescenta-se, ainda, o fato de, costumeiramente, o homem dar pouco enfoque nos cuidados à saúde, muitos reprimindo suas necessidades e recusando-se a “admitir a dor e o sofrimento, negando vulnerabilidades e fraquezas constituintes de todo ser humano” (Porto et al., 2016, p. 84).
Como se não bastasse o simbolismo construído sobre o câncer como doença invasiva do corpo, incurável, misteriosa, geradora de sofrimento e perdas, os homens a consideram como doença grave e fortemente associada à morte (Afonso; Torres, 2022). Mesmo com os progressos dos meios diagnósticos e terapêuticos ampliando a sobrevivência dos pacientes, diversas crenças negativas ainda persistem: diagnóstico vivenciado como um impacto e um choque, uma experiência agressiva e mutiladora, fortes reações emocionais (medo, tristeza, ansiedade e depressão), possibilidade de dependência, interrupção de relações sociais e profissionais desenhando um quadro de fragilidades, limitações e necessidades extremas de cuidados, anteriormente negligenciadas e comumente associadas ao corpo feminino. Porto et al. (2016, p. 84), no entanto asseveram que o “diagnóstico e as terapêuticas do câncer podem representar uma segunda chance de vida”, mesmo que vivenciar o câncer de próstata implique algumas dificuldades e restrições decorrentes das intervenções terapêuticas, como a prostatectomia radical, a quimioterapia e a radioterapia.
No Brasil e em âmbito global, o câncer de próstata (CP) destaca-se como o mais comum entre os homens, com estimativas que apontam para um aumento significativo dos casos nas próximas décadas. Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, posto que cerca de 75% dos eventos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos (Inca, 2025a, n.p.). O CP avançado pode disseminar-se pelo corpo, com sintomas diferentes dos sintomas urinários, como dores no períneo e nos ossos ou na altura dos rins, alterações do funcionamento intestinal, cansaço, perda de força e de peso – manifestações clínicas provocadas pela extensão do câncer de próstata ao invadir e contaminar órgãos vizinhos ou à distância (metástases). Uma dessas manifestações é a revelada por fratura espontânea do fêmur, sem qualquer tipo de trauma, considerado uma fratura patológica, provocada pela disseminação do tumor prostático (Tonon; Schoffen, 2009).
No Brasil, o aumento de incidência desse tipo de câncer pode ser “parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida” (Chandrasekar, 2025, p. 8). Alguns tumores podem crescer rapidamente e se espalhar para outros órgãos, podendo levar à morte, embora a maioria cresça de forma lenta (podendo levar cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) e silenciosa, sem apresentar sinais durante a vida nem ameaças iminentes à saúde do homem até atingir estado avançado (Inca, 2019).
Segundo o MS (2023), o câncer de próstata é o segundo mais incidente na população masculina em todas as regiões do país, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, foram estimados 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025, correspondente a 21% dos tipos de câncer mais frequentes em homens (Inca, 2022). Atualmente, o CP é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina, o que reafirma sua importância epidemiológica no país: “o câncer de próstata é a segunda causa mais comum de morte por câncer entre os homens no Brasil, representando aproximadamente 1% dos óbitos masculinos, com uma taxa anual de 12 óbitos por 100.000 homens. Esse câncer é raro antes dos 50 anos e a incidência aumenta com a idade” (Brasil, 2010, p. 74).
A avaliação diagnóstica do câncer de próstata inicia-se com exames de rastreamento, como o antígeno prostático específico PSA (exame de sangue) e o toque retal (ETR). Diante de alguma alteração, são solicitados exames complementares, como ressonância magnética para a identificação de áreas suspeitas. A confirmação final do CP é efetuada por meio de biópsia da próstata (biopsia transretal com ultrassom), em que pequenas amostras do tecido lesionado são retiradas e analisadas em laboratório (Chandrasekar, 2025).
Em geral, realiza-se a avaliação diagnóstica para câncer de próstata em pacientes com sintomas, diante de resultados anormais no rastreamento do PSA com ou sem exame de ETR. Um PSA elevado é sugestivo de câncer, embora o nível elevado possa ocorrer também com infecção ou aumento da próstata; logo, o PSA não se configura como um diagnóstico definitivo de câncer de próstata (Castro et al., 2011; Tikkinen et al., 2018). Por isso, às vezes, são palpadas endurações pétreas ou nódulos no exame retal digital, mas, mesmo que a enduração e a nodularidade sugiram câncer, ainda se devem diferenciar os sinais de prostatite granulomatosa, cálculos prostáticos e outras doenças prostáticas (MS, 2025).
Por outro lado, os cânceres de próstata detectados pelo toque retal costumam ser grandes e estender-se através da cápsula. Por isso, o diagnóstico do câncer de próstata requer confirmação histológica (como biópsia transretal ou transperineal com agulha guiada por ultrassom), realizada em consultório com o uso de anestesia local ou em uma sala de cirurgia sob sedação. Ocasionalmente, o câncer da próstata pode ser diagnosticado em tecido removido durante a cirurgia para hiperplasia benigna prostática (HPB). A ressonância magnética é capaz de estratificar o risco de necessidade de biópsia do paciente e identificar áreas suspeitas que devem ser consideradas como alvo (Chandrasekar, 2025).
Atualmente, a maioria dos cânceres de próstata é identificada quando se realiza o rastreamento de homens assintomáticos com níveis séricos alterados de PSA e, às vezes, ETR. Os rastreamentos podem ser variáveis durante as idades, mas se aconselha seja realizado anualmente ou a cada dois anos em homens entre 45 e 75 anos de idade ou, às vezes, mais cedo em homens de alto risco, como aqueles com história familiar de câncer da próstata, homens negros ou com mutações germinativas. Destaca-se que, geralmente, não se recomenta o rastreamento para homens com expectativa de vida menor que 10 a 15 anos ou homens com idade superior a 75 anos: “recomenda-se a não adoção do rastreamento de câncer da próstata em homens assintomáticos com idade superior a 75 anos, uma vez que existe nível adequado de evidência mostrando que essa estratégia é ineficaz e que os danos superam os benefícios” (Brasil, 2010, p. 74).
O tratamento de câncer de próstata requer algumas especificidades: para câncer localizado na próstata, recomenda-se cirurgia, radioterapia, terapia focal ou vigilância ativa em pacientes assintomáticos com câncer de próstata localizado de baixo risco ou risco intermediário ou pacientes com doenças coexistentes limitadoras da sobrevida; em casos de câncer fora da próstata, tratamento paliativo hormonal, radioterapia e/ou quimioterapia. Qualquer que seja a condição, o tratamento deve ser orientado por exames de PSA, grau e estágio do tumor, idade do paciente, doenças coexistentes, expectativa de vida e preferências do paciente (SBOC, 2022; MS, 2025).
O objetivo do tratamento da próstata tanto pode referir-se à vigilância ativa com intenção curativa, local (direcionado para a cura) ou tratamento sistêmico (para reduzir ou limitar a extensão do tumor) e extensão da quantidade e qualidade de vida. Em caso de câncer particularmente curável ou fatal, o paciente, independentemente da idade, pode preferir o tratamento definitivo (Azevedo, 2018).
A cura é obviamente o melhor dos resultados a ser obtido com o tratamento do câncer. Uma cura significa que todas as evidências de câncer desaparecem e não reincidem por um longo período de observação (Gale, 2024). Todavia, o principal objetivo do tratamento do câncer de próstata é buscar sua erradicação ou seu controle para evitar que ele se espalhe para outras partes do corpo. Em casos de câncer localizado, a intenção é eliminar completamente o tumor (por cirurgia, radioterapia ou uma combinação de ambas). Nos casos de pacientes com câncer metastático, porém, busca-se controlar a progressão da doença, melhorar sua qualidade de vida e aliviar sintomas como dor e dificuldade na micção: nestes pacientes, os principais objetivos são o alívio da dor óssea, a correção e prevenção de fraturas patológicas, a abordagem da astenia/caquexia, da uropatia obstrutiva, do delírio e dos distúrbios metabólicos, bem como o entendimento dos distúrbios psicossociais característicos nesta fase final da vida (Brasil, 2002; SBOC, 2022).
Caso o câncer se tenha disseminado para fora da próstata, porém, o tratamento é paliativo, uma vez que se trata de cura improvável. Em caso de paciente de idade avançada ou com comorbidades (outras doenças), pode-se optar por uma conduta expectante para homens com baixa probabilidade de se beneficiarem da terapia definitiva e ser tratado com medidas paliativas (Chandrasekar, 2025).
Receber o diagnóstico de câncer de próstata impacta fortemente os sentimentos e a saúde mental do indivíduo, ou mesmo falar sobre esse assunto pode tornar-se um tabu, porque os homens, comumente, não mantêm uma rotina constante de visitas médicas para consultas regulares. Todavia, uma saúde emocional equilibrada é essencial para a superação do câncer de próstata. Seemann et al. (2018) mostram que a depressão, frequente transtorno mental na presença deste tipo de câncer, compromete a eficácia do tratamento da doença. Mostra, ainda, o lado negativo do acometimento que pode ter fatores vários, incluindo tendência da pessoa com doenças mentais: impacto da depressão nos processos biológicos do câncer, falta de investimento do paciente em sua saúde geral, desinteresse em desenvolver e manter cuidados mais eficazes, perda de oportunidades de o médico educar os pacientes sobre o rastreio e o tratamento do câncer de próstata. A falta de esperança, a depressão e a ansiedade, conjugadas, são, nessas situações, causas frequentes do abandono do tratamento do câncer, potencializando o sofrimento psicológico e a angústia vivenciados pelos pacientes oncológicos e impactando diretamente a adesão aos protocolos médicos, já que essa adesão é suporte crucial à saúde mental e ao sucesso do tratamento (Machado et al., 2024).
Depressão e ansiedade geram impactos severos à qualidade de vida do paciente e constituem um dos principais problemas psicológicos mais presentes. O quadro de depressão pode desencadear dificuldades associadas à adesão ao tratamento, à recuperação e à redução da imunidade, minimizando as chances de sobrevida do paciente. Além disso, o tratamento quimioterápico adjuvante do câncer de próstata aumenta ainda mais o risco da depressão, uma vez que o paciente convive “diariamente com a dor, mutilações físicas e ameaça de morte, que por vezes não são cessadas com a cirurgia ou o final do tratamento convencional, pois existe o fantasma da metástase e da recorrência da doença, levando a estados de depressão e qualidade de vida negativa” (Seemann et al., 2018, p. 73).
Diante desta condição, a procura por um profissional, seja ele psicólogo ou psiquiatra, para acompanhar o paciente é extremamente importante para ajudar a superar não só a fase de adesão, mas, principalmente, o momento e prosseguir com o tratamento, garantindo o mínimo de qualidade de vida (Grandizoli et al., 2017). Essa postura inclui abandonar os preconceitos, realizar os exames de rotina, praticar a medicação sugerida e organizar a alimentação adequada, o que representa importantes fatores ao tratamento.
O câncer de próstata não afeta apenas o corpo, mas seus efeitos se estendem à mente, causando acentuados impactos psicológicos no sujeito. Tais impactos incluem ansiedade, depressão, medo, angústia e baixa autoestima, muitas vezes relacionados à incerteza sobre a doença e efetividade do tratamento, a preocupações com a mortalidade, à sexualidade e ao estigma de virilidade e masculinidade. O indivíduo acometido experimenta, portanto, mudanças significativas em sua saúde emocional e mental, carreando sentimentos de impotência e perda de controle, frustração e raiva, medo e ansiedade, tristeza e depressão, culpa e sensação de fracasso diante da doença (Bernat; Pereira; Swinerd, 2014; Morais, 2016; Perdigão et al., 2022; Machado et al., 2024). Tofani e Vaz (2007, p. 198) asseguram que, em pacientes afetados pelo câncer de próstata, comumente, a perda de peso é substituída pela presença de aspecto deprimido, a insônia é trocada pela redução dos contatos sociais, a fadiga cede lugar a sentimentos de autopiedade ou pessimismo, e a diminuição de concentração ou habilidade de pensar é substituída pela perda de reatividade, anestesiado pela falta de ânimo. Além disso, descobrir um câncer pode impactar tanto a pessoa quanto seus entes queridos (Seemann et al., 2018).
O diagnóstico de câncer de próstata é um evento intenso. Quando descobre esta patologia, boa parte da população masculina enfrenta “vários tipos de sofrimentos como medo, constrangimento, preconceitos, depressão e sentimento de impotência” que tendem a “abalar o bem-estar físico e emocional, repercutindo negativamente na qualidade de vida do homem” (Macedo Neto; Granado; Salles, 2020, p. 68). Logo, o acompanhamento psicológico do paciente e de seus familiares ou cuidador é fundamental para ajudá-los a lidar com essas emoções, aceitar o diagnóstico, fortalecer o vínculo afetivo e o suporte emocional durante e após o tratamento (Monteiro; Lang, 2015).
É certo que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, todavia o impacto psicológico associado ao diagnóstico de confirmação do câncer e suas implicações no tratamento e na qualidade de vida são profundas e abrangentes (Nascimento et al., 2022; Carneiro et al, 2024; Barboza et al., 2025).
Diante deste quadro, é impositiva a educação principalmente do paciente sobre o câncer de próstata e sobre os exames preventivos, visando à redução do impacto psicológico causado pela doença que pode ser devastador para os pacientes diagnosticados, particularmente em um contexto social e cultural que ainda associa a masculinidade à invulnerabilidade. Na prática, a educação sobre o câncer de próstata objetiva reduzir o forte impacto psicológico que sobrevém ao diagnóstico e eliminar o estigma social e cultural que cerca a doença e seus exames (Moura; Rabelo, 2019). Esse estigma vem essencialmente vinculado à intimidade associada à função sexual e identidade masculina: a aceitação da doença, os efeitos colaterais do tratamento (como a impotência sexual, a incontinência urinária e o medo da morte) representam desafios que afetam a saúde mental dos pacientes (Carneiro et al., 2024).
Nesse contexto, a psicologia desempenha um papel essencial no apoio, recuperação e estabilidade emocional. O acompanhamento psicológico ao longo do processo (detecção, terapias, medicalização etc.) ajuda o paciente a lidar com os sentimentos de medo, ansiedade e depressão que podem surgir durante o tratamento e garantir não somente o sucesso terapêutico, mas também contribuir para melhorar a percepção da qualidade de vida do paciente e auxiliar no enfrentamento dos desafios da doença de maneira mais resiliente, na mitigação dos impactos emocionais e na promoção de uma adaptação mais saudável (Quijada et al., 2017)
O acompanhamento pode incluir desde atendimentos individuais até grupos de apoio, em que os homens compartilham experiências e aprendem com outros que enfrentam desafios semelhantes. Técnicas de psicoterapia, têm-se mostrado eficazes no manejo da ansiedade e da depressão associadas ao câncer e contribuem, acentuadamente, no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento (Moscheta; Santos, 2012; Campos; Rodrigues; Castanho, 2021).
Às técnicas de psicoterapia se associam o apoio psicológico para avaliar e acompanhar as mudanças no relacionamento do paciente com seu corpo e sua sexualidade, áreas que tendem a ser ampla e profundamente afetadas pela doença. Portanto, o tratamento do câncer de próstata não é apenas físico, mas também emocional, e o apoio psicológico é componente essencial para o paciente enfrentar a doença de forma mais equilibrada e com uma perspectiva positiva de vida (Carneiro et al., 2024).
Em todo esse espectro se inclui o “Novembro Azul”, conhecido como o mês mundial de combate ao câncer de próstata, integralmente dedicado a “reforçar o alerta e a importância da conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção do câncer de próstata, mais frequente entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele” (Olguin et al., 2022, p. 10100).
O “Novembro Azul” busca orientar e conscientizar a população masculina a dar atenção para a sua saúde e incentivar a procura ao médico com mais frequência, o que, consequentemente, leva a descobrir a eventual existência dessa e outras doenças em estágio inicial, com grandes chances de cura. A detecção precoce é sempre a melhor forma de vencer o câncer de próstata: ela pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, nas pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença.
Tratar os aspectos emocionais que podem interferir no enfrentamento da doença contribui, inclusive, para melhorar a qualidade de vida, os aspectos sociais e físicos, a rotina pessoal, a família e a própria convivência. Para estar bem e superar o momento, não se deve ter medo de procurar um profissional da área da saúde, em particular, um profissional de psicologia, que pode ajudar a superar mais facilmente este momento considerado crítico da vida.
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