

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade Texas A&M, dos Estados Unidos, trouxe um avanço importante para as mulheres em período de amamentação. A pesquisa comprovou que o uso de laser de baixa intensidade, quando combinado com orientações profissionais sobre como o bebê deve mamar, acelera a cicatrização de machucados nos mamilos e diminui de forma marcante as dores durante o aleitamento. Os resultados promissores foram publicados recentemente no periódico científico American Journal of Medical and Clinical Sciences.

O experimento foi conduzido na maternidade da Santa Casa de São Carlos, no interior paulista, e acompanhou mulheres que enfrentavam dificuldades e ferimentos nos seios logo após o parto. Parte das voluntárias recebeu o apoio tradicional, com instruções detalhadas sobre o posicionamento correto do bebê. O outro grupo passou pelo mesmo acompanhamento, mas com o reforço das sessões de laser. Para realizar o tratamento, os pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) criaram uma peça adaptada para o aparelho, que espalha a luz de maneira uniforme por toda a região afetada, sem precisar tocar na pele machucada, o que evita qualquer desconforto ou aquecimento.
Os ferimentos e rachaduras nos mamilos estão entre os motivos que mais fazem as mães pararem de amamentar antes do tempo recomendado. Na maioria das vezes, o problema acontece porque o bebê não abocanha o seio de forma correta ou por falta de apoio técnico nos primeiros dias de vida do recém-nascido. Como a Organização Mundial da Saúde aponta o leite materno como um alimento indispensável, encontrar formas de aliviar esse sofrimento é fundamental para garantir a saúde da mãe e do filho.


Ao comparar as duas abordagens, os médicos notaram que todas as mulheres apresentaram melhoras, mas as que receberam a terapia com luz se recuperaram muito mais rápido. No grupo do laser, o tamanho das feridas diminuiu quase 46%, enquanto no grupo tradicional a redução foi de cerca de 26%. O alívio da dor foi praticamente imediato após as aplicações, devolvendo o bem-estar e a tranquilidade emocional para as mães. O processo funciona estimulando as próprias células do corpo a produzirem mais energia, o que diminui a inflamação e acelera a regeneração natural dos tecidos. Por ser um método indolor e sem efeitos colaterais, os autores defendem que a técnica tem tudo para se tornar uma grande aliada em maternidades e postos de saúde.








