

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a terceira etapa da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II. O objetivo da nova ofensiva é aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de dinheiro público envolvendo verbas de cotas parlamentares. Desta vez, a ação tem como foco principal pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, atual líder do PL na Câmara dos Deputados. O parlamentar, no entanto, não é alvo direto dos mandados cumpridos hoje e ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.

Com as novas diligências, a corporação busca checar a justificativa apresentada pelo próprio deputado sobre a origem de uma quantia em dinheiro apreendida anteriormente. Durante a segunda fase da operação, realizada em dezembro do ano passado, os policiais encontraram R$ 47 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado ao congressista. Na época, Sóstenes Cavalcante alegou que o montante era legal e vinha da venda de um imóvel de sua propriedade.
As ordens judiciais desta quarta-feira foram validadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo executadas em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal para recolher e proteger documentos e provas que ajudem a esclarecer o caso. A cota parlamentar, alvo da suposta fraude investigada, é o benefício mensal pago com impostos dos cidadãos para que deputados e senadores possam arcar com os custos de seus mandatos, cobrindo gastos como transportes, alimentação, aluguel de escritórios e serviços de apoio.










