

Uma discussão causada pela cobrança da taxa de rolha — valor aplicado quando o cliente leva o próprio vinho — transformou o jantar no renomado restaurante Grado, no Rio de Janeiro, em uma cena de pancadaria no último sábado. O cantor Ed Motta e seus acompanhantes são acusados pelos proprietários do estabelecimento de protagonizarem momentos de violência, que incluíram agressões físicas a funcionários e clientes, além de objetos arremessados dentro do salão.

Em nota oficial, os donos do restaurante, Nello Garaventa e Lara Atamian, descreveram um cenário de caos. Segundo o relato, o grupo liderado pelo músico teria agredido a equipe com intimidações e condutas discriminatórias. Entre os episódios relatados, destaca-se o arremesso de uma cadeira contra um garçom e um esbarrão de Ed Motta que derrubou pertences de outra mesa, dando início a uma confusão generalizada. A situação mais grave ocorreu quando uma garrafa de vinho de tamanho grande foi lançada contra a cabeça de um cliente que tentava sair do local, causando ferimentos e sangramento.
O grupo deixou o restaurante antes que a polícia chegasse, mas os proprietários afirmam que buscarão a Justiça para reparar os danos físicos, emocionais e materiais causados pela confusão. Eles reforçam que o comportamento do grupo foi inaceitável e colocou em risco a integridade de todos os presentes.
Por outro lado, Ed Motta admitiu que perdeu a paciência, mas negou ter tentado ferir funcionários. Em entrevista, o cantor explicou que estava alcoolizado e se sentiu desrespeitado por ser um cliente antigo que, pela primeira vez, foi cobrado pela taxa de rolha. Ele afirmou ter jogado uma cadeira no chão por “excesso de raiva” antes de sair do estabelecimento, alegando que as agressões físicas subsequentes envolveram as pessoas que permaneceram na mesa após sua partida. O artista reconheceu que sua atitude foi errada e pediu desculpas pelo descontrole.







