

Celebrado oficialmente em 3 de junho, o Dia Mundial da Bicicleta foi instituído por uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018 para destacar a importância desse meio de transporte que é simples, acessível, econômico e sustentável. Além de fazer bem para a saúde e ajudar a preservar o meio ambiente, pedalar tornou-se uma ferramenta poderosa para o turismo. É por meio das bicicletas que muitos viajantes conseguem criar conexões mais profundas com a natureza, ampliar seus horizontes culturais e colecionar memórias inesquecíveis. Para celebrar a data, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) selecionou quatro rotas de cicloturismo que misturam paisagens rurais, culinária regional e muita história.

A primeira grande recomendação é o Caminho da Fé, um trajeto inspirado no famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Europa. Cruzando áreas rurais e serranas entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, a rota tem como destino final o Santuário Nacional de Aparecida, localizado no Vale do Paraíba. O percurso é muito procurado por ciclistas que buscam desafios físicos devido aos altos e baixos das montanhas, mas que também valorizam a forte carga cultural e religiosa que a jornada proporciona.
Outra opção voltada para quem busca espiritualidade e contato com a natureza é a Rota da Luz. Criada pelo Governo do Estado, ela foi planejada especificamente para caminhantes e ciclistas, ligando vários municípios do interior paulista até Aparecida por meio de estradas de terra com pouco movimento. O passeio pode começar de forma integrada com o transporte público: o cicloturista embarca com a bicicleta na Estação da Luz, na capital, e vai de trem até Mogi das Cruzes, onde o pedal começa de verdade. O roteiro passa por vias pavimentadas apenas quando cruza o centro das nove cidades que fazem parte do caminho, garantindo uma imersão na gastronomia e nos monumentos históricos locais.
Já para quem prefere não se afastar da Grande São Paulo, a Rota Interparques oferece uma surpreendente viagem ecológica dentro da própria capital. Com 182 quilômetros de extensão, esse percurso conecta parques, represas e reservas naturais localizadas na zona sul da cidade, na região de Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé. O trajeto faz parte do Polo de Ecoturismo de São Paulo e serve como uma homenagem à rica biodiversidade da Mata Atlântica que ainda resiste e é protegida dentro do território urbano.
Por fim, os ciclistas mais experientes podem se aventurar pela imensa Ciclorrota da Mata Atlântica, que conta com mais de 500 quilômetros de extensão. O projeto atravessa 12 municípios paulistas e une estradas vicinais, fazendas antigas e importantes unidades de conservação ambiental. A rota foi criada em parceria com órgãos governamentais e grupos de ciclistas locais com o objetivo de fortalecer o ecoturismo e ajudar a proteger as florestas nativas, consolidando-se como uma das grandes opções para quem quer explorar o estado de São Paulo sobre duas rodas.







