terça, 26 de maio de 2026

Nikolas Ferreira cobra investigação sobre Banco Master e pede transparência em caso de filme sobre Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira para comentar a recente divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas, reveladas pelo site Intercept Brasil, sugerem uma articulação para o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Diante da repercussão, Nikolas defendeu a cautela, evitando condenações antes do tempo, mas defendeu que a clareza total é o único caminho para resolver a questão.

O parlamentar mineiro aproveitou o episódio para reforçar a necessidade urgente de instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. O objetivo seria investigar a fundo as atividades do Banco Master e as relações de Daniel Vorcaro, que teria destinado cerca de 61 milhões de reais à produção cinematográfica. Nikolas destacou que Flávio Bolsonaro já negou qualquer prática ilegal e questionou o que chamou de tratamento diferenciado da mídia, alegando que outros escândalos recentes envolvendo o governo atual e contratos milionários com o mesmo banco não recebem a mesma atenção.

Em tom crítico, o deputado também levantou dúvidas sobre a falta de investigações em torno de outras produções audiovisuais. Ele questionou por que não há a mesma mobilização para apurar financiamentos de filmes sobre os presidentes Lula e Michel Temer, que também teriam ligações com o empresário. Para Nikolas, focar apenas no caso de “Dark Horse” seria uma tentativa de criminalizar um projeto específico por motivações políticas.

As conversas divulgadas mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando agilidade no repasse de verbas para o filme, expressando preocupação com possíveis atrasos no pagamento de profissionais estrangeiros. Segundo a reportagem, parte desse dinheiro teria passado por empresas de investimento e fundos no exterior ligados a aliados da família Bolsonaro. Para o deputado Nikolas Ferreira, a única forma de separar o que é relação privada do que pode ser irregularidade é através da investigação oficial, afirmando que quem se opõe à CPMI demonstra ter “medo ou culpa”.

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