


As devastadoras inundações que atingiram a região de fronteira entre o Nepal e o Teto do Mundo no final de agosto continuam a agravar o cenário humanitário na Ásia. De acordo com o balanço atualizado divulgado pelas autoridades de emergência nesta quinta-feira (3), o número de vítimas fatais em território nepalês subiu para 1.259, enquanto o total de pessoas desaparecidas registrou um forte salto, ultrapassando a marca de cinco mil registros nas últimas 24 horas.

Do lado chinês da fronteira, no território tibetano, os veículos de imprensa estatais confirmaram dezenas de mortes e centenas de moradores cujo paradeiro permanece desconhecido. Somados os dados dos dois países, a tragédia ambiental já contabiliza mais de 1.280 mortos e supera cinco mil e seiscentas pessoas desaparecidas, incluindo centenas de cidadãos estrangeiros que visitavam a região no momento da enxurrada.
O desastre ocorreu após o transbordamento repentino do Rio Trishuli, cujas águas subiram até 18 metros acima do nível normal e varreram povoações inteiras ao longo de mais de 70 quilômetros de extensão. O impacto da correnteza destruiu estruturas estratégicas, como o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, interrompendo uma rota comercial vital entre o Nepal e a China. As equipes de resgate e salvamento seguem atuando no local à medida que o restabelecimento progressivo dos serviços de comunicação permite mapear o real alcance dos danos em comunidades que ficaram totalmente isoladas após a inundação.









