

Uma transação comercial iniciada pelas redes sociais terminou em caso de polícia na noite da última segunda-feira, dia 29 de junho, em São José do Rio Preto. A ação rápida da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de dois homens — um pelo roubo de um carro e outro por receptação — e na recuperação do automóvel poucos minutos após o crime ser cometido.

Tudo começou quando a proprietária do veículo, uma técnica de enfermagem, anunciou a venda de seu Peugeot 207 na plataforma Facebook. Um suposto comprador demonstrou interesse, agendou um encontro para avaliar o automóvel e chegou a realizar um teste de direção acompanhado da vítima. Durante a conversa, o homem fingiu concluir o negócio ao apresentar o comprovante de uma transferência via Pix, mas o dinheiro nunca caiu na conta da vendedora. Sob o pretexto de que iria buscar o restante da quantia em dinheiro, ele convenceu a mulher a acompanhá-lo até outro endereço.
O golpe virou crime violento mais tarde, quando a proprietária já estava voltando para sua casa. Ela foi surpreendida na rua pelo mesmo homem, que dessa vez pilotava uma motocicleta. Colocando a mão por baixo da roupa para simular que estava armado, ele anunciou o assalto e exigiu que ela entregasse as chaves do carro e o aparelho celular, fugindo em seguida.


Após a denúncia, a Polícia Militar montou um cerco na região e conseguiu interceptar o Peugeot. O carro estava sendo dirigido por um segundo indivíduo, que alegou aos policiais ter acabado de comprar o automóvel por apenas R$ 2.050, jurando que não sabia da origem criminosa do veículo. Pouco tempo depois, os policiais localizaram o autor do assalto, que confessou o crime e justificou o ato dizendo que precisava pagar dívidas acumuladas.
Os dois envolvidos foram levados para o plantão policial, onde o delegado determinou a prisão de ambos sem direito a fiança, solicitando à Justiça que o assaltante permaneça preso preventivamente. Durante o registro do boletim de ocorrência, o caso ganhou mais uma reviravolta: a Polícia Civil descobriu indícios de irregularidades no histórico do próprio Peugeot. A técnica de enfermagem explicou que havia comprado o carro quatro meses antes por R$ 6 mil, sem checar a procedência dos documentos. Essa suspeita sobre o histórico do veículo será investigada em um processo separado, o que não altera o fato de ela ter sido a vítima do assalto.








