

O ex-prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, apresentou nesta terça-feira (31) os resultados de uma estratégia municipal que conseguiu reduzir em cerca de 40% o número de beneficiários do Bolsa Família na cidade em pouco mais de um ano. O projeto foca na substituição da dependência de auxílios governamentais pela autonomia financeira através do emprego formal. Segundo o ex-mandatário, a iniciativa se baseia na premissa de que a melhor forma de assistência social é a oferta de trabalho, priorizando ações que encaminhem o cidadão diretamente para o mercado de trabalho.

A metodologia adotada pela gestão envolve uma busca ativa realizada por equipes da prefeitura, que visitam as residências dos beneficiários para identificar aqueles que possuem condições físicas e familiares de exercer uma atividade remunerada. Siqueira explicou que o município atua de forma personalizada, auxiliando na elaboração de currículos e oferecendo vagas próximas às casas dos candidatos. Em muitos casos, a administração municipal chega a levar o cidadão de carro até a entrevista de emprego e até o local de trabalho no primeiro dia, acompanhando de perto o início dessa nova etapa.
O modelo busca diferenciar vulnerabilidades extremas, como a de mães com muitos filhos pequenos, de perfis que possuem plena capacidade laboral, como jovens solteiros. Para garantir a eficácia da política pública, a prefeitura mantém um monitoramento contínuo dos trabalhadores contratados, oferecendo suporte caso ocorra algum desligamento e evitando que a pessoa retorne à situação de dependência. O ex-prefeito defende que essa abordagem é sustentável e depende principalmente de vontade política para ser replicada em outras localidades.
Como reflexo dessa política, Bento Gonçalves apresenta índices de desemprego considerados baixos e um crescimento econômico que supera a média do Rio Grande do Sul, mesmo sem contar com grandes reservas de recursos naturais. Diogo Siqueira, que renunciou ao cargo de prefeito nesta segunda-feira (30) para lançar sua pré-candidatura a deputado federal, criticou o modelo assistencialista puro, afirmando que a concessão de benefícios sem a contrapartida da inserção produtiva não é suficiente para melhorar a vida da população a longo prazo.









