sábado, 18 de julho de 2026

Mulheres lideram missão humanitária de SP no resgate a vítimas de terremoto na Venezuela

A major Daniela Santos Oliveira, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, fez história ao se tornar a primeira mulher a chefiar uma missão humanitária internacional promovida pelo governo paulista. Ela lidera uma equipe de elite composta por 29 bombeiros, dois médicos e especialistas da Defesa Civil enviados à Venezuela para trabalhar nas buscas e no atendimento às vítimas do devastador terremoto que atingiu o país. Para a comandante, estar à frente dessa delegação é o reflexo de anos de estudo e preparação intensa, reforçando que a competência profissional vai muito além das questões de gênero.

A escolha da major Daniela para o cargo não foi por acaso. Ela carrega no currículo a experiência de ter atuado em grandes tragédias recentes, como as buscas no rompimento da barragem de Brumadinho, o socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e a missão internacional no terremoto da Turquia, em 2023. Segundo a militar, a bagagem adquirida em solo turco foi fundamental para organizar a logística atual, permitindo que o grupo chegasse à Venezuela totalmente autossuficiente. A equipe paulista levou suas próprias barracas, equipamentos e mantimentos para garantir a base de operação sem sobrecarregar as autoridades locais, focando toda a energia em salvar vidas. Ela destaca que o maior desafio diário é gerenciar as pessoas, garantindo a segurança de todos e evitando atitudes de risco em um cenário instável.

A liderança feminina da missão ganha ainda mais força com a presença da capitã médica Fabiana Maria Ajjar, profissional do Comando de Aviação da Polícia Militar que em São Paulo atua nos resgates de urgência do Helicóptero Águia. Na Venezuela, a capitã divide seu tempo entre dar suporte médico à população local afetada e monitorar de perto a saúde física e mental dos próprios integrantes da delegação paulista.

Para a médica, representar as instituições de São Paulo em solo estrangeiro traz um enorme sentimento de realização pessoal e orgulho. Ela ressalta que atuar em um cenário de catástrofe exige muito mais do que conhecimento técnico na medicina. Segundo Fabiana, diante de tantas perdas e de uma realidade tão dolorosa, manter o equilíbrio emocional e a saúde mental em dia é o fator mais desafiador para conseguir cumprir o trabalho humanitário e retornar bem para casa.

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