quarta, 10 de junho de 2026

Mulher de 37 anos finge ser criança autista e vive por um ano sustentada por família

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após passar mais de um ano enganando uma família local ao se passar por uma menina de 12 anos. Utilizando o nome falso de “Gabriele”, ela alegava ser autista e justificava sua fisionomia mais velha dizendo que havia passado por tratamentos com hormônios durante a infância. Diante da história convincente, o casal que a acolheu acreditou estar prestando ajuda a uma criança em extrema situação de vulnerabilidade e passou a tratá-la como tal durante todo o período em que ela morou na residência.

Ao longo do tempo em que manteve a farsa, a suspeita teve uma rotina totalmente custeada pelas vítimas, recebendo de forma gratuita moradia, alimentação de qualidade, roupas e assistência médica completa. Entre os diversos cuidados e mimos financiados pelo casal, os investigadores da Polícia Civil descobriram que a família pagava até mesmo o tratamento dela com Mounjaro, um medicamento de alto custo voltado para o controle do diabetes tipo 2 e frequentemente utilizado no auxílio da perda de peso.

A farsa começou a desmoronar quando os protetores notaram contradições e histórias mal contadas nas conversas com a suposta adolescente, o que acendeu um sinal de alerta e motivou uma denúncia. Ao assumir o caso, a Polícia Civil aprofundou as investigações e descobriu a verdadeira identidade da moradora, confirmando que se tratava de uma mulher adulta. Ao ser confrontada pelos policiais, a suspeita confessou ter inventado toda a história e admitiu que usava comportamentos e falas infantis de forma planejada para prender o casal em sua teia de mentiras.

A prisão foi efetuada pelos agentes no distrito de Pirabeiraba, também em Joinville. Autuada em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade, a mulher foi levada para o Presídio Regional de Joinville. Segundo as autoridades, ela já tem histórico na polícia e é reincidente nesse tipo de crime, tendo aplicado golpes idênticos em outras regiões do Brasil. O caso impressionou os investigadores pela grande capacidade da golpista em sustentar o disfarce por tanto tempo, e a polícia agora trabalha para descobrir se ela conseguiu enganar outras pessoas ou obter mais vantagens financeiras com a mesma farsa.

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