segunda, 13 de abril de 2026

Mulher cai em golpe de aplicativo de rastreamento e tem conta invadida em Rio Preto

Foto: Smartphone, celular, em uso.

Uma moradora de São José do Rio Preto, de 55 anos, procurou a Polícia Civil na manhã deste domingo (5) após ser vítima de um crime cibernético que resultou em prejuízo financeiro e na invasão de seu celular. O caso teve início quando a mulher buscou nas redes sociais um programa que prometia rastrear aparelhos telefônicos, motivada pelo desejo de investigar uma suspeita de infidelidade conjugal. Ao encontrar um anúncio no Facebook, ela iniciou uma conversa com o suposto fornecedor, que migrou o atendimento para um aplicativo de mensagens para repassar as instruções de instalação.

Seguindo as orientações do golpista, a vítima acabou baixando um arquivo que, em vez de oferecer o serviço prometido, concedeu a criminosos o acesso remoto e total ao seu dispositivo móvel. Sem perceber que o celular estava sendo monitorado por terceiros, a mulher realizou um empréstimo de R$ 2 mil através de uma plataforma digital no dia seguinte e chegou a transferir uma quantia para a filha. Pouco tempo depois, o aparelho começou a apresentar falhas técnicas e comportamentos anômalos, o que acendeu o alerta sobre uma possível irregularidade.

Ao acessar seu aplicativo bancário para conferir o saldo, a vítima descobriu que uma transferência via Pix no valor de R$ 1.786,17 havia sido realizada para uma conta desconhecida sem a sua autorização. O prejuízo financeiro foi confirmado logo após o celular apresentar os problemas de funcionamento causados pelo programa espião. Diante da situação, a mulher entrou em contato com a instituição financeira para relatar a fraude e tentar bloquear novas movimentações suspeitas em seu nome.

O episódio foi registrado oficialmente como estelionato e agora segue para investigação sob a responsabilidade do 7º Distrito Policial do município. As autoridades alertam que a instalação de aplicativos fora das lojas oficiais ou por indicação de desconhecidos é uma porta de entrada comum para invasões de privacidade e roubo de dados bancários. A polícia reforça a importância de manter sistemas de segurança atualizados e desconfiar de ofertas de programas que prometem acesso a informações sigilosas de terceiros, prática que muitas vezes esconde armadilhas digitais.

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