sábado, 10 de outubro de 2026

Mudanças no clima e pólen na primavera aumentam crises alérgicas e respiratórias

A chegada da primavera traz consigo um cenário propício para o surgimento e a complicação de problemas respiratórios. A combinação entre a maior concentração de pólen no ar devido à floração, oscilações bruscas de temperatura, baixos índices de umidade e o acúmulo de poeira na atmosfera cria um ambiente propício para irritar as vias aéreas. Médicos do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo alertam que essas condições costumam deflagrar espirros, tosse e obstrução nasal, além de intensificar quadros de asma, rinite e conjuntivite alérgica.

De acordo com a equipe de alergia do instituto, o pólen atua como um agente causador de alergia que, ao entrar em contato com pessoas sensíveis, faz o sistema de defesa do organismo disparar um processo inflamatório. Essa reação costuma se manifestar por meio de coceira, coriza constante e sensação de nariz entupido. A secura do ar característica do período agrava o quadro ao ressecar as mucosas, enfraquecendo a proteção natural do sistema respiratório e deixando o corpo mais vulnerável. A atenção deve ser redobrada diante de sinais como chiado no peito e falta de ar progressiva nos casos de asma, irritação e lacrimejamento nos olhos para quem tem conjuntivite alérgica, e crises frequentes de espirros no caso da rinite.

Para prevenir complicações durante a estação, especialistas recomendam que pacientes diagnosticados mantenham o uso rigoroso dos medicamentos prescritos e reforcem a hidratação diária, associada à lavagem nasal com soro fisiológico. No ambiente doméstico, a orientação é manter os cômodos limpos e arejados para conter ácaros e poeira, além de evitar a exposição ao fumo. Para quem possui sensibilidade específica ao pólen, é aconselhado evitar manter janelas abertas por longos períodos e tomar banho com troca de roupas após permanecer muito tempo ao ar livre. O acompanhamento médico constante é indispensável sobretudo para crianças e idosos, garantindo o uso correto de inaladores e a identificação precoce de eventuais agravamentos.

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