

A grande oscilação de temperatura ao longo do mesmo dia, conhecida como amplitude térmica, vai além do desconforto diário e pode trazer riscos significativos para o organismo. As mudanças repentinas do clima exigem um esforço extra do corpo para manter a temperatura interna estável, desencadeando reações fisiológicas que afetam, principalmente, o aparelho respiratório e o coração.

Segundo o médico Werlley de Almeida Januzzi, diretor do Pronto-Socorro do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), essas alterações drásticas favorecem o surgimento de infecções virais e a irritação constante das vias aéreas, além de intensificarem a produção de secreção. Com isso, torna-se mais comum o aparecimento de quadros de rinite, sinusite, crises de asma e agravamento da doença pulmonar obstrutiva crônica. O choque térmico diário também pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, resultando na elevação da pressão arterial e aumentando o risco para pacientes hipertensos ou com problemas coronarianos.
Além das complicações diretas, o esforço do corpo para se adaptar ao clima pode gerar sintomas como cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Embora os efeitos afetem a população em geral, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas sofrem mais por terem uma resposta imunológica e de adaptação mais sensível.


Para minimizar os impactos da oscilação do tempo, a principal orientação médica é adotar o uso de roupas em camadas, permitindo colocar ou tirar casacos de acordo com a variação da temperatura ao longo do dia. Manter o corpo bem hidratado, priorizar uma alimentação equilibrada, atualizar a carteira de vacinação contra a gripe e a Covid-19 e seguir corretamente as recomendações de saúde para doenças preexistentes também são atitudes fundamentais. Caso surjam sintomas graves, como dores no peito ou falta de ar, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.









