


Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) alertam que quase metade dos fatores de risco associados ao desenvolvimento de demências, como a Doença de Alzheimer, pode ser modificada por meio do estilo de vida. Embora o envelhecimento seja a causa principal para o surgimento do quadro neurodegenerativo, a adoção precoce de hábitos saudáveis atua como um escudo protetor contra a perda progressiva da memória e das funções cognitivas.

A prevenção envolve ações simples espalhadas pelas diferentes fases da vida. Na juventude, o estímulo ao aprendizado e à educação fortalece a chamada reserva cognitiva do cérebro. Já na idade adulta, a prática regular de atividades físicas, aliada a uma alimentação balanceada e ao controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, reduz o risco de lesões metabólicas e vasculares no órgão. Por fim, na terceira idade, o combate ao isolamento social, o tratamento correto da perda de visão e a redução da exposição à poluição evitam a perda de estímulos sensoriais e o surgimento de processos inflamatórios.
Segundo os médicos da instituição, a combinação de múltiplos comportamentos benéficos apresenta um efeito protetor acumulativo no organismo. O acompanhamento contínuo e a busca por novos hobbies e interações sociais ajudam a preservar a autonomia dos idosos e atrasar os efeitos do declínio cognitivo, reduzindo também a ocorrência de sintomas como ansiedade, depressão e alteração de humor inerentes à doença.











