quarta, 14 de outubro de 2026

Mudança de hábitos ao longo da vida pode prevenir até 45% dos casos de demência, apontam especialistas

Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) alertam que quase metade dos fatores de risco associados ao desenvolvimento de demências, como a Doença de Alzheimer, pode ser modificada por meio do estilo de vida. Embora o envelhecimento seja a causa principal para o surgimento do quadro neurodegenerativo, a adoção precoce de hábitos saudáveis atua como um escudo protetor contra a perda progressiva da memória e das funções cognitivas.

A prevenção envolve ações simples espalhadas pelas diferentes fases da vida. Na juventude, o estímulo ao aprendizado e à educação fortalece a chamada reserva cognitiva do cérebro. Já na idade adulta, a prática regular de atividades físicas, aliada a uma alimentação balanceada e ao controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, reduz o risco de lesões metabólicas e vasculares no órgão. Por fim, na terceira idade, o combate ao isolamento social, o tratamento correto da perda de visão e a redução da exposição à poluição evitam a perda de estímulos sensoriais e o surgimento de processos inflamatórios.

Segundo os médicos da instituição, a combinação de múltiplos comportamentos benéficos apresenta um efeito protetor acumulativo no organismo. O acompanhamento contínuo e a busca por novos hobbies e interações sociais ajudam a preservar a autonomia dos idosos e atrasar os efeitos do declínio cognitivo, reduzindo também a ocorrência de sintomas como ansiedade, depressão e alteração de humor inerentes à doença.

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