


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra oito pessoas investigadas por integrar um esquema de lavagem de dinheiro da contravenção do jogo do bicho por meio de empresas de apostas virtuais, conhecidas como bets. Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os acusados esconderam e dissimularam a origem ilícita de pelo menos R$ 5,2 milhões provenientes da atividade ilegal.

As investigações conduzidas pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos revelaram que os recursos do jogo do bicho eram inseridos no mercado formal através da plataforma de apostas Rio Jogos, gerida pela Lema Administração e Participações. Para mascarar a movimentação financeira, o grupo utilizava firmas de fachada e repasses em nome de terceiros. Em um único dia, a empresa operadora recebeu aportes milionários de investigados e de uma consultoria financeira para custear o pagamento de outorga junto à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
A denúncia foi aceita pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Paralelamente, agentes de inteligência cumpriram mandados de busca e apreensão em bairros da capital fluminense e em endereços localizados nos estados do Paraná e de Goiás. Atendendo a pedidos do Ministério Público, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades e o bloqueio do CNPJ das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações, apontadas como peças centrais na engrenagem do esquema ilícito.









