

A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo se manifestou a favor da continuidade das investigações que apuram possíveis irregularidades na compra de propriedades pelo prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Candido. O parecer emitido pelos procuradores foi enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo como resposta a uma tentativa da defesa do prefeito de paralisar o inquérito policial, que atualmente corre sob sigilo.

A apuração começou depois que um grupo de vereadores da oposição levou ao Ministério Público o depoimento gravado de um familiar de uma das antigas donas de um sítio localizado no distrito de Talhado. Nessa gravação, a testemunha afirmou que o imóvel rural teria sido negociado por R$ 600 mil, um valor três vezes maior do que os R$ 200 mil que constam oficialmente na escritura de compra e venda. Além desse sítio, a polícia também investiga a aquisição de uma casa em um condomínio residencial de luxo da cidade.
O advogado do prefeito tentou anular o processo argumentando que os parlamentares não tinham autorização legal para colher depoimentos e que a reabertura do caso precisaria de um aval da Justiça antes de começar. No entanto, o Ministério Público rejeitou essas alegações. Os procuradores explicaram que os vereadores agiram como qualquer cidadão comum que descobre um suposto crime e avisa as autoridades, e que as gravações serviram apenas como um alerta inicial para que a polícia começasse a investigar por conta própria.


A defesa do prefeito continua insistindo que houve falhas no processo e critica a criação do que chamou de uma investigação paralela e informal por parte dos opositores políticos. Por outro lado, desde o início das apurações, Fábio Candido vem defendendo a legalidade de seu patrimônio. O prefeito afirma que todos os seus bens foram declarados corretamente e que os valores são totalmente compatíveis com os rendimentos que acumulou ao longo de sua carreira profissional como coronel da reserva da Polícia Militar e com o salário que recebe atualmente no cargo público. A polícia segue analisando os documentos e colhendo depoimentos, sem uma data prevista para encerrar o caso.








