

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sinalizou que a discussão sobre o fim da jornada de trabalho de seis dias por um de folga deve ter um desfecho legislativo em breve. Em declaração recente, o parlamentar afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema tem grandes chances de ser votada no plenário ainda no decorrer de 2026. A fala ocorre em um momento de intensa mobilização social e política em torno da revisão das escalas de trabalho, um dos temas que mais geram engajamento nas redes sociais e debates entre setores produtivos.

A proposta, que começou a ganhar força sob a liderança da deputada Erika Hilton, busca reduzir a carga horária semanal para permitir que o trabalhador tenha dois dias de descanso garantidos. Para Hugo Motta, o avanço da pauta demonstra que o Congresso Nacional está sensível às demandas por uma melhor qualidade de vida para a classe trabalhadora. No entanto, o presidente da Casa reforçou a importância de um debate equilibrado, que leve em conta não apenas o bem-estar dos funcionários, mas também a viabilidade econômica para as empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços.
A tramitação da PEC seguirá um rito rigoroso antes de chegar à votação final. O texto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para validar sua legalidade e, posteriormente, por uma comissão especial que analisará os impactos práticos da mudança. Motta destacou que a intenção é permitir que todos os lados — sindicatos, associações comerciais e especialistas — apresentem seus argumentos. O objetivo é construir um texto de consenso que evite demissões ou aumentos excessivos nos custos operacionais, garantindo uma transição segura para o novo modelo de jornada.
Com a confirmação de que a votação deve ocorrer ainda este ano, o tema passa a ser prioridade na agenda econômica da Câmara. Se aprovada em dois turnos pelos deputados, a proposta seguirá para o Senado Federal. A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, as negociações de bastidores se intensifiquem para definir detalhes cruciais, como a manutenção do salário e o prazo de adaptação para os empregadores. O cenário aponta para uma das maiores transformações nas leis trabalhistas brasileiras das últimas décadas, refletindo as novas dinâmicas do mercado de trabalho mundial.









