

A música pop e o rock mundial perderam uma de suas vozes mais marcantes. A cantora britânica Bonnie Tyler morreu na noite desta quinta-feira, 9 de julho de 2026, aos 75 anos. A artista estava internada em um hospital em Portugal e, segundo nota divulgada por sua família e equipe, o falecimento ocorreu de maneira inesperada em decorrência de problemas de saúde que ela já vinha tratando. Tyler enfrentava um quadro grave desde meados de junho, quando chegou a ficar em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações de uma cirurgia intestinal de emergência realizada em maio, seguida por uma parada cardiorrespiratória.

Dona de um timbre rouco inconfundível, que transformou em sua marca registrada após passar por uma cirurgia nas cordas vocais na década de 1970, a cantora conquistou o topo das paradas globais. Ela eternizou hinos do cancioneiro popular como “Total Eclipse of the Heart” e “Holding Out for a Hero”. Ao longo de cinco décadas de estrada, a estrela galesa vendeu mais de 100 milhões de discos, lançou dezenas de álbuns — sendo o último deles The Best Is Yet to Come, em 2021 — e levou suas turnês aos quatro cantos do planeta. O reconhecimento de seu legado também veio da realeza britânica em 2023, quando foi condecorada pelo rei Charles III como membra da Ordem do Império Britânico por suas contribuições à música.
A relação de Bonnie Tyler com o Brasil sempre foi de enorme carinho mútuo. Em 2022, durante sua última turnê pelo país para celebrar os 50 anos de carreira, ela relembrou com nostalgia a recepção calorosa do público brasileiro e recordou com carinho um encontro com o cantor Fábio Jr. nos anos 1980, época em que ela dominava as rádios nacionais. Admiradora confessada de vozes potentes, a artista deixa um vazio na cultura pop e uma legião de fãs que se despedem da intérprete que soube, como poucos, transformar a vulnerabilidade de sua voz em pura potência emocional.










